Temporada Gulbenkian de Música e Dança -Ciclo de Canto
Quarta, 14 de Abril, 19h00
Grande Auditório Gulbenkian
Thomas Hampson Barítono
Wolfram Rieger Piano
Grande Auditório Gulbenkian
Thomas Hampson Barítono
Wolfram Rieger Piano
Por Jornal Rostos
O reencontro com a arte de Thomas Hampson no Grande Auditório Gulbenkian certamente
cria expectativa se lembrada a excelência do seu último recital neste mesmo palco.
Não é demais sublinhar que Thomas Hampson é um dos mais importantes barítonos da
actualidade, de voz densa, profunda mas também doce. Personalidade intensa que
sobressai nos papéis operáticos (não é um caso "camaleónico" em termos teatrais) e,
não menos importante, um talento musical versátil que lhe permite abordar um
repertório extremamente variado, o que se reflecte amplamente na sua extensa
discografia. No universo operático Hampson impressionou, a nível internacional,
pelas suas prestações em papéis protagonistas de extrema complexidade como Guillaume
Tell (Rossini), Eugen Onegin (Tchaikovsky), Hamlet (Ambroise Thomas) ou ainda nas
óperas Don Carlos (de Verdi, como Marquês de Posa) ou no Parsifal (de Wagner, como
Amfortas).
No domínio do recital, Hampson tem consagrado uma especial atenção ao repertório da
canção americana, através de um trabalho de investigação de repertório esquecido e
ignorado e da sua divulgação através do projecto multi-média (documental) intitulado
I hear America Singing, projecto este que foi apresentado ao vivo na programação do
Festival de Salzburgo de 2001, através da série de concertos intitulada The Hampson
Project - I hear America Singing. É um privilégio por isso confirmar que a segunda
parte do recital de Lisboa é precisamente consagrada à canção americana e à música
sobre poesia em língua inglesa, claramente o domínio de eleição de Thomas Hampson
enquanto recitalista. Acresce que a exploração de repertório é tanto mais
enriquecedora, agora ao nível do público, se cruzada com outros repertórios como é o
caso do Lied alemão, neste caso Robert Schumann e Hugo Wolf.
Wolfram Rieger é hoje um nome de referência no universo pianístico do Lied, tendo
consagrado a sua formação e carreira inteiramente a este repertório. Refira-se que a
sua especialização no estudo de piano foi feita com Erik Werba e Helmut Deutsch,
músicos de primeira linha neste domínio, a isso somando o enriquecimento de formação
com Elisabeth Schwarzkopf e Dietrich Fischer-Dieskau.
cria expectativa se lembrada a excelência do seu último recital neste mesmo palco.
Não é demais sublinhar que Thomas Hampson é um dos mais importantes barítonos da
actualidade, de voz densa, profunda mas também doce. Personalidade intensa que
sobressai nos papéis operáticos (não é um caso "camaleónico" em termos teatrais) e,
não menos importante, um talento musical versátil que lhe permite abordar um
repertório extremamente variado, o que se reflecte amplamente na sua extensa
discografia. No universo operático Hampson impressionou, a nível internacional,
pelas suas prestações em papéis protagonistas de extrema complexidade como Guillaume
Tell (Rossini), Eugen Onegin (Tchaikovsky), Hamlet (Ambroise Thomas) ou ainda nas
óperas Don Carlos (de Verdi, como Marquês de Posa) ou no Parsifal (de Wagner, como
Amfortas).
No domínio do recital, Hampson tem consagrado uma especial atenção ao repertório da
canção americana, através de um trabalho de investigação de repertório esquecido e
ignorado e da sua divulgação através do projecto multi-média (documental) intitulado
I hear America Singing, projecto este que foi apresentado ao vivo na programação do
Festival de Salzburgo de 2001, através da série de concertos intitulada The Hampson
Project - I hear America Singing. É um privilégio por isso confirmar que a segunda
parte do recital de Lisboa é precisamente consagrada à canção americana e à música
sobre poesia em língua inglesa, claramente o domínio de eleição de Thomas Hampson
enquanto recitalista. Acresce que a exploração de repertório é tanto mais
enriquecedora, agora ao nível do público, se cruzada com outros repertórios como é o
caso do Lied alemão, neste caso Robert Schumann e Hugo Wolf.
Wolfram Rieger é hoje um nome de referência no universo pianístico do Lied, tendo
consagrado a sua formação e carreira inteiramente a este repertório. Refira-se que a
sua especialização no estudo de piano foi feita com Erik Werba e Helmut Deutsch,
músicos de primeira linha neste domínio, a isso somando o enriquecimento de formação
com Elisabeth Schwarzkopf e Dietrich Fischer-Dieskau.













