“Fruta Cores”: estreiaem Maio no Casino Estoril

Por Jornal Rostos
“O espectáculo propõe através dos corpos e da dança, algo que induza a ideia ao espectador de que está a ver um fruto”, sublinha Júlio César. “Fruta Cores” é um outro conceito. No fundo, apresenta tudo aquilo que um fruto tem. De uma forma dançável, quase tropical, disseca-se, um por um, cada fruto.
E cada fruto conta-se numa história. Apelativo aos sentidos, o espectáculo transmite uma mensagem optimista. Trata-se de um espectáculo para saborear com os olhos.
Um fruto é nu. As tatuagens estão na moda e agradam. Há que tatuar cada fruto pelos corpos que se movimentam em palco.
Num ciclorama, a luz induz-nos outras ambiências adequadas para cada fruto. A “Abóbora”, propõe um imaginário com a simpática feitiçaria alusiva ao “Halloween”. Os “Morangos”, dentro de uma enorme taça de chantilli, emanam sensualidade. As “Uvas”, exaltam o vinho e a tradição portuguesa que é o fado. O “Figo”, fruto que se aprecia maduro e, porque não dizê-lo, tem implícita uma referência ao “Euro 2004”. O “Melão”, identifica-se com o futebol americano e com o râguebi. A “Banana”, contagia com o seu ar tropical e alegre. A “Maçã”, lembra Adão e Eva, assim como a tentação do pecado. A “Romã”, recorda a monarquia e o dia de Reis, com toda a carga simbólica dos “Reis magos”.
Através dos corpos, faz-se a transposição cénica da ideia de frutos e cores. O talento interpretativo do corpo de ballet é sugestivo e envolvente.
Pontualmente, diversos apontamentos cenográficos destacam-se nos diferentes quadros do espectáculo, com numerosos adereços e frutos. Uma árvore estilizada, a mãe de todos os frutos, e uma gigantesca cornucópia, dominam o espaço cénico.
Num estilo arrojado, a música assume um cariz marcadamente de ruptura. Rita Guerra e Dora, duas cantoras de eleição, são as vozes do espectáculo. Em todas as composições as intérpretes estarão lado a lado, cantando, em alguns casos, em dueto.













