MoitaPrograma Polis - "Requalificação da envolvente à caldeira da Moita"
Por Cátia Pacheco
No âmbito do financiamento do Programa Polis, a intervenção na requalificação da envolvente à caldeia da Moita é encarada pela autarquia "como o primeiro passo no que respeita à fase visível do Pró-Tejo - Programa de valorização da Zona Ribeirinha do concelho da Moita , e está incluída na componente 4 do Programa Polis."
Na totalidade, esta intervenção estende-se numa área territorial de 180 000m2, que vão desde o lar "Abrigo do Tejo", até à Escola Básica 2/3 Fragata do Tejo, traçando uma nova via margina, passando pelo edifício da Câmara Municipal, Centro Náutico Moitense, estendendo-se no enfiamento da escola. "Têm por objectivos principais a recuperação de áreas actualmente sem uso e em vias de degradação, a valorização do núcleo original da vila da Moita, a qualificação de novas áreas urbanas e, consequentemente, a aproximação da população ao rio, enquanto espaço de lazer e fonte de recursos ambientais e paisagísticos."
Este projecto, com custo estimado de 5 904 420 euros, sendo que 3 740 950 serão financiados pelo Programa Polis, vai ser faseado e vai incidir sobretudo em 5 fases: Parque Urbano e Jardins do Estuário, Prolongamento da Avenida Marginal, Passeio Marginal e Largo do Campo da Feira, Centro Náutico e Acções Educativas e de Sensibilização Ambiental.
O Arquitecto responsável pelo projecto, na sua intervenção, fez questão de referenciar inicialmente que "a vila da Moita tem ainda um contacto limitado com o rio. Esta zona não está tratada para uma boa relação com o rio."
Esta intervenção vai preservar também as antigas salinas, transformando-as num parque, num estuário, onde se possa ter contacto com a fauna e flora do parque.
O Cais Velho vai ser tratado para integrar esta frente ribeirinha, com percursos pedonais e ciclovias, existindo também, em alguns locais, passadeiras de madeira sobre a água, o que permite um contacto mais directo com o rio.
" O dique vai ser desmantelado"
O arquitecto Luís Jorge Bruno Soares mencionou ainda que a prioridade desde projecto vai ser a alteração na marginal junto ao edifício da Câmara e a ligação até à rotunda, uma vez que esta intervenção permite que enquanto decorrem estas obras, a estrada actual possa manter-se a funcionar, não afectando desta forma a circulação automóvel.
Numa segunda fase, a intervenção vai ser feita ao nível dos arranjos dos jardins e das zonas pedonais da nova via.
No final, os muitos moitenses que estiveram presentes nesta apresentação pública, colocaram algumas questões pertinentes, mostrando desta forma, alguma apreensão no sucesso deste projecto, tendo em conta o estado em que se encontra o rio.
Para responder aos munícipes, o Presidente da Câmara e o Vice-Presidente revelaram, em primeira mão, que o "dique" da caldeira irá ter de ser desmantelado, removendo a estrutura metálica, e que já foram encomendados estudos hidráulicos que irão revelar qual a melhor solução, revelação esta, que provocou um aplauso geral na sala. Por outro lado, recordaram que a construção da Simarsul, irá fazer o tratamento dos esgotos dessa região.
Desta forma, as obras terão início no princípio do próximo ano, e vão decorrer até 2006, uma vez que o financiamento assim o obriga.













