Grupo de Trabalhadores da USGL/Linha do Sado acusa “concorrente privado penaliza gravemente os utentes do serviço público
Por Jornal Rostos
“A implicação do ajustamento do horário da CP-USGL, condicionado logo á partida ao da Fertágus, tem impacto na mudança do horário para os utentes actuais da Linha do Sado, principalmente para os utentes que viajam de e para Lisboa ou além, visto ser necessário o ajustamento de horários com os outros operadores. (SOFLUSA, CARRIS, METRO, USGL, ETC).
Este impacto nos novos horários da USGL-CP, tem implicações no dia a dia dos utentes da Linha do Sado, nas entradas e saídas no emprego e nos horários da comunidade escolar, etc.
Com o impacto da eventual exclusividade da Fertágus no troço Pinhal Novo a Setúbal quais as consequências para os utentes da Linha do Sado:
- Agravamento do preço do Titulo de Transporte?
- Necessidade de eventualmente se ter de utilizar dois títulos de Transporte?
- Incomodo causado pelo interface entre os dois operadores (CP/USGL – FERTÁGUS),
com a necessidade de mudar de comboio na Estação de Pinhal Novo.
- Quem vai garantir o troço Setúbal a Praias do Sado-A, (será que a Fertágus irá até
Praias do Sado-A ?), e os utentes para Praça do Quebedo e o Pólo Universitário de
Praias do Sado.
Este benefício traduz claramente em benefício do Operador Privado em detrimento do Operador do Serviço Público.
Fica claro, que com o Engº Martins de Brito como Presidente do Conselho de Gerência da CP, não era possível entregar a exploração á Fertágus, então, era necessário o seu afastamento para que a concessão fosse entregue á Fertágus e com exclusividade sobre a CP-USGL que opera neste linha á mais de 100 anos!
Neste contexto, estamos mais uma vez perante um atropelo ao Serviço Público, que nem sequer pode concorrer em pé de igualdade com o Serviço Privado.
Com esta alteração na estrutura dos Transportes, pode por em causa a breve ou a longo prazo os Postos de Trabalho dos trabalhadores efectivos da Linha do Sado.
Com a viabilização do Governo PPD/PSD-CDS/PP de Santana Lopes/Paulo Portas, pelo Presidente da República, é notório o favorecimento do Sector Privado e o afastamento do Sector Público dos objectivos para que foi gizado, que com esta medida ainda mais penaliza as classes desfavorecidas, que já não basta a sobrecarga de impostos e o agravamento das tarifas dos transportes.













