PCP- Comissão Concelhia do Barreiro“A situação que se vive na Soflusa é insustentável”

Por Jornal Rostos
“Num espaço de apenas 10 dias, os utentes dos barcos da Soflusa viram as viagens Barreiro – Lisboa (e vice-versa) serem interrompidas pela terceira vez!
É insustentável que milhares de passageiros sejam prejudicados pela falta de soluções para esta situação. Por isso, o PCP, correspondendo às justas preocupações e aspirações dos utentes, exige do governo uma rápida resolução para tão grave problema.
Tal situação só é possível pela incúria e irresponsabilidade da anterior Administração presidida por Armindo Bento e pelo respectivo Ministro dos Transportes da altura, Jorge Coelho (do PS). Estes senhores, apesar de terem sido sucessivamente alertados pelo PCP e pelas estruturas dos trabalhadores, de que estes catamarãs não eram a melhor opção, dado que a sua concepção não se adequava às condições de navegabilidade do rio, acabaram por avançar para esta solução que a vida está já a provar que não serve os interesses, nem dos trabalhadores nem dos utentes.
A opção tomada por estes navios avançou, apesar de rodeada de processos menos claros, e levou a que a anterior Administração da empresa e o Estado Português formalizassem a candidatura a fundos da União Europeia, assumindo o mesmo tempo o compromisso de criar 50 novos postos de trabalho.
A verdade é que apesar de terem recebido esses fundos comunitários, a empresa continua a “despedir” trabalhadores (são hoje menos 50 que aquando a viagem inaugural realizada em 3 de Novembro de 2003), foram reduzidos o números de membros da tripulação por navio de 7 para 4 trabalhadores, ao mesmo tempo que foram agravadas as tarifas em mais de 25%.
Por tudo isto, o PCP solidariza-se com os trabalhadores da Soflusa (que sempre têm pugnado pela defesa da empresa e pela prestação de um serviço público de qualidade) e com os utentes (que sentam na pele os efeitos mais nefastos desta desastrosa gestão as Soflusa).”
“As paragens verificadas a 8, 18 e 19 de Outubro”
“Mas se é verdade que as principais culpas são do último governo do PS e da anterior Administração as Soflusa, os actuais responsáveis também têm culpa no cartório.
Que credibilidade pode merecer o actual Ministro dos Transportes, António Mexia (do PSD) que quando confrontado, no passado dia 18/10, pela Comunicação Social sobre o assunto, afirmou «que esta situação só acontece 4 ou 5 dias por ano e como nos restantes 360 dias não há problemas, os utentes ainda ficam a ganhar muito» (fim de citação)? Por isso perguntamos, será que temos um Ministro com «elevados conhecimentos científicos» que vão muito para lá do mais comum dos mortais, ou temos um Ministro que desconhece completamente o que é viajar de barco, pois só conhece as viagens de carro e outras mordomias a que «tem direito» e se permite dar ao luxo de dizer tamanhas bacoradas.
E que dizer da actual Administração que, apesar dos muitos e variados alertas feitos sempre «assobiou para o ar» lavando as mãos como Pilatos e no dia 8/10 necessitou de mais de 4 horas até encontrar uma esfarrapada alternativa que não consegue resolver o problema? E como se explica que nestes dias em que se verificou interrupções das carreiras não houvesse informação adequada aos utentes?
Já na altura em que se realizou a viagem inaugural (3 de Novembro de 2003) que contou com a presença do Ministro dos Transportes, Carmona Rodrigues, este considerou « ter sido dado um importante passo na melhoria das condições de qualidade de vida dos barreirenses. A partir de Abril de 2004, todas as carreiras serão asseguradas por uma frota mais moderna, mais segura e mais confortável».
A modernização da frota da Soflusa exigiu um investimento total na ordem dos 10 milhões de contos, suportado pela FEDER, pelo Orçamento de Estado e pela empresa, João Franco, Presidente do Conselho de Administração da Soflusa, afirmou na altura «que este aumento de qualidade, trouxe também um grande aumento de custos para a empresa».
As carreiras regulares iniciaram-se em Maio deste ano, até que chegou o Outono e com ele as primeiras ventanias que costumam acontecer no estuário do Tejo. Resultado imediato: foram suspensas as ligações em todos os dias que o vento soprou.
Por tudo isto o PCP pergunta:
- Que medidas estão a ser tomadas para minorar, no imediato, os problemas causados aos utentes?
- Quem assume a responsabilidade pelo investimento feito que comprovadamente não dá a resposta que é necessária?
- Quando vão ser colocados, no Terreiro do Paço, os novos pontões, que estão feitos e se encontram na doca da Lisnave, mas que podiam minorar o problema (segundo a Administração só serão colocados em 2006)?
- Que iniciativas foram tomadas ao longo dos últimos anos pelos vários governos e pelas Administrações para que estas situações não acontecessem?
- Quando vão terminar as interrupções nas carreiras e os passageiros poderão finalmente retomar a normalidade da sua vida diária?
São estas as perguntas que os utentes precisam de ver rapidamente respondidas!
Por isso o PCP exige soluções rápidas e concretas para toda esta situação que envolve milhares de passageiros diariamente e reafirma que tudo fará até À solução de tão grave situação!
A luta é o caminho!”













