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Arte Viva 25 anosFeliz Arte Viva, Feliz Aniversário com "FIDELIDADES"

A peça FIDELIDADES vai estar em cena no Teatro Municipal do Barreiro, pela Companhia de Teatro do Barreiro ARTEVIVA, marcando as comemorações do 25º aniversário desta Companhia de Teatro do Barreiro.

4 min de leitura
Arte Viva 25 anos Feliz Arte Viva, Feliz Aniversário com "FIDELIDADES"

Por Jornal Rostos

FIDELIDADES
Propósito

É uma peça que procura questionar um modelo de família, neste caso o de uma família pequeno burguesa que vive nos arredores de Lisboa, igual a muitas outras que vivem por este Portugal fora.
Se é verdade que durante o século passado e até aos começos do século vinte se desejava fundar uma família; se é verdade que na primeira parte deste século se procurava fundar uma família feliz; hoje sonha-se com uma família na qual cada um dos membros seja feliz.
Os paradigmas afectivos estão a mudar e com eles a família. E um certo modelo de família, à custa de se querer impor como único numa sociedade que já não o suporta, está a esgaçar-se, a diluir-se, a descaracterizar-se.
Precisamos de tempo para amar e ninguém tem. Estamos a ficar doentes de amor. Hoje assistimos à disputa de territórios na família, ao recalcamento de conflitos até ao limite, ou à sua resolução através de escapes como o consumo desenfreado ou a procura da fragilidade dos consensos. Por outro lado, hoje também assistimos à proliferação de “famílias” constituídas de várias maneiras, seguindo diferentes modelos.
A acção de Fidelidades decorre no dia da Consoada, véspera de Natal, dia em que, tradicionalmente, se celebra a Família. Que melhor altura para se falar dos nossos amores e desamores, dos nossos desejos e frustrações?
Também o Natal, como festa da Família na tradição cristã, não começou bem. José esteve quase a abandonar o casamento com Maria, se não lhe aparecesse um Anjo a aconselhar-lhe calma: é que ser pai é muito mais importante do que ser o procriador. Mesmo Jesus não respeitou a tradição familiar e não deu netos a José e a Maria: há muita fecundidade que é estéril e há formas de esterilidade que são fecundas.
Subscrevemos a ideia de que deveriam ser os afectos a orientar o nosso modelo de vida e não o querer envergar, a todo custo, um fato que não cabe no nosso corpo.
Fidelidades aos afectos, portanto.
Por isso, nesta véspera de Natal, à volta da preparação da grande festa anual da família, tudo pode acontecer...

Fevereiro, 2000
Maria do Céu Ricardo
Autora

Feliz Arte Viva, Feliz Aniversário

Tudo se passa numa tarde e princípio de noite de um 24 de Dezembro, enquanto se prepara a consoada. Numa vulgar sala comum, num andar de uma família da pequeno - burguesia suburbana, nos dias de hoje.
Uma obra dramática organizada em um prólogo, quatro episódios e um epílogo. Um desvendar de vidas simples, mas nem por isso menos interessante que qualquer outro personagem da dramaturgia universal. Porque é universal o “ser humano” com todos os seus defeitos e qualidades, ou melhor, pessoas que por não suportarem mais a pressão dos estigmas socioculturais encontram nas vésperas deste dia dedicado à Família uma oportunidade para falarem dos seus desejos, amores e desamores.
A encenação procurou utilizar no espectáculo durante o prólogo, primeiro, segundo, terceiro e quarto episódios uma linguagem estética baseada no realismo, através de uma interpretação naturalista. E no epílogo procurou fazer uma desmontagem deste realismo, tornando o espectáculo mais simbólico. Tanto a nível da linguagem estética como da interpretação dos actores.
Não pretendo com este espectáculo levantar bandeiras, mas sim, realizar um espectáculo vivo, com alma e principalmente mostrar a complexidade que é viver, que é ser-se humano.
Desejo que este espectáculo contribua verdadeiramente para que as festividades do vigésimo quinto aniversário da companhia Arte Viva seja repleta de êxitos e principalmente uma celebração ao teatro e a arte de representar.
Quero deixar aqui o meu sincero agradecimento à Direcção e a todos membros da companhia por mais uma vez terem confiado no meu trabalho e desejar que esta companhia permaneça actuante pelo menos por mais vinte e cinco anos.

Bem Hajam!
Onivaldo Dutra
Encenador

A peça FIDELIDADES está em cena no Teatro Municipal do Barreiro, pela Companhia de Teatro do Barreiro ARTEVIVA.

Todas as Sextas - Feiras e Sábados, pelas 22 horas, até final de Março.

Marcação de bilhetes pelo telefone 21 206 08 60.

FIDELIDADES
de
Maria do Céu Ricardo

Encenação
Onivaldo Dutra

Personagens / Actores

D. FELICIDADE - Célia Figueira
OCTÁVIA – Maria Matos
HELENA – Patrocínia Cristóvão
ANDRÉ – José Carracedo
ALICE – Joana Antunes
PEDRO – Ricardo Sousa

Equipa Técnica
Art Design – Rui Martins
Banda Sonora – Marco Mascarenhas
Divulgação – Milucha Santos
Cenário – Onivaldo Dutra e Dário Valente
Figurinos e Adereços – Maria Cavaco
Desenho de Luz – Marco Mascarenhas
Fotos – António Leal
Coordenação da equipa técnica – João Henrique
Operador de Luz – Nuno Santos
Operador de Som - Nuno Silva
Produção – Arte Viva

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