No BarreiroConcerto com Grupo Vocal ARSIS

Por Jornal Rostos
O Grupo Vocal ARSIS, dirigido pelo Maestro Paulo Brandão, interpretará, entre outras, obras de Francisco Guerreiro e Estêvão Lopes Morago.
O Convento da Madre de Deus da Verderena situa-se na Rua do Convento, Freguesia do Alto do Seixalinho (concelho do Barreiro). Telefone de contacto: 21 214 8760.
Mais informações sobre o Grupo Vocal ARSIS, criado em 1978, podem ser encontradas na Internet em http://arsis.no.sapo.pt/.
Programa
Natal (Elvas)
Mário de Sampayo Ribeiro
O Menino nas palhas
Fernando Lopes Graça
Entrai, pastores, entrai
Fernando Lopes Graça
Es nasçido
D. Pedro de Cristo
Slava V Vychnih Bogou
Strokine (fim do séc. XIX)
Tu scendi dalle stelle
S. Alfonso M. de Liguori Harmonização de G. Golin
Venez, mes enfants!
Texto e harmonização de César Geoffray
En Belen tocan a fuego
E. Cervera
Los Reyes siguen la´ strella
Francisco Guerrero
Niño Dios d´amor herido
Francisco Guerrero
Dulcissima Maria
Francisco Guerrero
Beata viscera
Estêvão Lopes Morago
PAULO BRANDÃO
Nasceu em Lisboa, em 1950, filho do violoncelista e compositor José Domingos Brandão. Iniciou os estudos musicais aos quatro anos na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Em 1965, frequentou a Academia de Amadores de Música e no ano seguinte o Conservatório Nacional, onde se diplomou em Trompa com Adácio Pestana e em Composição com Artur Santos, Elisa Lamas, Constança Capdeville e Álvaro Salazar.
A partir de 1974 surgem as suas primeiras composições. Frequentou, em 1975, o Seminário de Composição para a Nova Música, em Darmstad. No ano seguinte ingressou no Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. A convite da Fundação Calouste Gulbenkian, participou, em 1983, no Curso Internacional de Dança para Coreógrafos e Compositores Profissionais, em Surrey.
Na área da Direcção Coral iniciou os seus estudos com Francisco D’Orey e Fernando Eldoro. Participou nos cursos organizados pela APEM, com os professores Heinz Henings do Knabenchor Hannover e com os maestros Michel Corboz e Vassili Arnaudov. Em 1980, frequentou o Seminário Internacional para Directores Corais em Albena, onde trabalhou com Gunter Toring e Anton Rubev. Em 1982, participou no curso Voz Actual, com o maestro Bernard Van Beurden .
Em 1978, a sua peça “Colecvisufonia I” foi seleccionada pela Sociedade Internacional de Música Contemporânea para o festival Dias Mundiais da Música, em Helsínquia. Iguais distinções para o mesmo festival com as peças “Estigma”, em 1986, em Budapeste e “Acqueous Fire”, em 1989, em Amesterdão.
Incluem-se no seu catálogo partituras para teatro, cinema e bailado. Na sua colaboração em encenações de Luís Miguel Cintra, compôs as partituras para as obras pessoanas: “Fausto”, apresentada no Centro George Pompidou, em Paris, e “La Mort du Prince” apresentada no Festival de Avignon. Em Janeiro de 1993, foi-lhe atribuído o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro para a melhor música para teatro, referente ao ano de 1992, pela banda sonora das peças “Os Cavaleiros da Távola Redonda” e “Onde está a Música”, ambas produções do Teatro da Malaposta.
No cinema a sua actividade iniciou-se, em 1977, tendo composto para filmes de Solveig Nordelund, Jorge Silva Melo e Paulo Rocha (“A Ilha dos Amores”).
É professor da Classe de Coro do Conservatório Nacional, director artístico do Coral Públia Hortênsia, desde 1973 e do Grupo Vocal Arsis, desde 1989. É membro da Scholla Cantorum “Solemnis”, desde 2002.
É professor de direcção polifónica nas Semanas Gregorianas que se realizam anualmente por iniciativa do Instituto Ward, também tem participado noutros cursos de direcção coral organizados por instituições interessadas nessa área.
Divide a sua actividade entre o ensino, a direcção coral e a composição.
GRUPO VOCAL ARSIS
O Grupo Vocal Arsis foi constituído em 1978 pelo Maestro Francisco d’Orey e alguns membros do Coro da Universidade de Lisboa que, terminados os respectivos cursos, pretendiam assegurar, em conjunto e com autonomia, a continuidade da sua actividade coral.
Sendo dirigido pelo Maestro Paulo Brandão desde 1989, o Grupo Vocal Arsis é actualmente composto por cerca de 40 coralistas das mais variadas origens, que têm em comum o sentido de partilha e camaradagem imprescindível à actividade do canto em comum.
Membro da Fédération Européenne des Jeunesses Chorales (FEJC) desde 1988, o Grupo Vocal Arsis e/ou os seus membros têm participado anualmente em Festivais e Semanas Corais organizadas pela FEJC, beneficiando em consequência quer a nível coral, quer humano, do enriquecimento decorrente do contacto com coros de outros países e Maestros de renome internacional.
O Coro é também membro da Associação de Coros da Área de Lisboa.
As últimas temporadas foram marcadas, para além de vários concertos integrados em eventos organizados por terceiras entidades, pela preparação e apresentação de dois projectos promovidos pelo próprio Coro. O primeiro, no âmbito das comemorações dos 856 anos de Lisboa Cidade Portuguesa, organizado em colaboração com o Castelo de S. Jorge e a EGEAC, e.m. subordinado ao tema central “Ibéria – Encontro de Culturas”, tendo sido preparado e apresentado publicamente em vários espectáculos no próprio Castelo de S. Jorge.
O segundo, “Dois Maestros e um coro”, visou recuperar algo da história do próprio Arsis, tendo resultado da estreita colaboração entre o seu Maestro fundador e o Maestro actual, e foi realizado na Basílica dos Mártires.
O Grupo Vocal Arsis participou também no ciclo de espectáculos “Temporada de Música em S. Roque”, tendo interpretado o Te Deum de Delalande numa produção própria com solistas e conjunto instrumental.













