Em LisboaMinistro das Finanças “encontra-se” com Bordallo
Por Jornal Rostos
Na ocasião, o Ministro irá “encontrar-se” com três das obras mais emblemáticas da produção jornalística de Bordallo: “A Finança: o grande cão”, “A economia: a galinha choca” e “A rethorica parlamentar: o grande papagaio”, publicadas em 1900, na “Paródia”.
Composta por cerca de uma centena de peças, a exposição está dividida em quatro grupos temáticos: Autocaricaturas; Finanças, Política e Economia; Eleições e um conjunto de jornais alusivos à repercussão da obra de Raphael Bordallo Pinheiro na imprensa da época.
Um exemplar do famoso “Almanaque de Caricaturas”, de 1876, com ilustrações de Bordallo Pinheiro e vários números de “A Lanterna Mágica”, jornal que a 12 de Junho de 1875 fez nascer o “Zé Povinho”, integram esta mostra.
Autocaricaturas publicadas em jornais como o “António Maria”, “A Paródia”, “Pontos nos ii” e “Ocidente”, das quais Bordallo foi fundador ou colaborador, também podem ser vistas.
A “Revista Ilustrada” publicada no Rio de Janeiro, em 1898, por Ângelo Agostini, alusiva ao caricaturista e o romance “Os Fantoches de Madame Diabo”, de 1883 com desenhos de capa da autoria de Bordallo Pinheiro, são outras das publicações patentes.
A “Revista Arte” dirigida por Marques de Abreu e publicada no Porto em 1905, e a “Ilustração Portuguesa” de 1907, homenageiam em números especiais, o “pai” do Zé Povinho.
“Scenas de Lisboa” de Thomas de Melo, editado em 1874 com capa e desenhos de Bordallo e “Os Teatros de Lisboa” de Júlio César Machado, editado em Lisboa, em 1875, com ilustrações do caricaturista, também merecem uma referência especial.
Ao longo da exposição podem ser apreciados os 35 anos de trabalho de Bordallo Pinheiro. As autocaricaturas e a sua presença em muitos dos acontecimentos que retrata constituem uma das mais curiosas facetas do cronista que foi. As suas obras continuam a ter grande actualidade e pertinência, nos dias de hoje.
A montagem desta exposição em Lisboa, integra-se na evocação do centenário da morte de Rafael Bordallo Pinheiro (1846-1905) que se assinala este ano e que o Museu Nacional da Imprensa tem vindo a promover desde Janeiro 2005 com várias iniciativas.
A exposição vai estar patente ao público até 30 de Janeiro, no átrio do Ministério das Finanças, na Praça do Comércio, no seguinte horário: 2ª a 6ª, 9h-19h. A entrada é livre.













