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Moldura

Barreiro"Dois Perdidos... " no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no dia 12 de Março, sábado, às 21.30h.

Plínio Marcos, autor insubmisso, maldito, que procurou apresentar uma realidade então afastada dos palcos brasileiros, em plena ditadura, com os seus textos a serem recusados pela censura federal. Um autor também actor — na primeira apresentação de “Dois perdidos…” é ele mesmo o Paco. Um defensor da liberdade de expressão, chegou a ser preso por ter-se recusado a aceitar a interdição deste mesmo texto, já em 1969.

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Barreiro "Dois Perdidos... " no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no dia 12 de Março, sábado, às 21.30h.

Por Jornal Rostos

Um espectáculo para dois actores, Carlos Marques (Paco) e Ricardo Correia (Tonho), que, numa espiral de tensão, nos deixam assistir a um quotidiano duro, assente num profundo conflito de valores com que nunca cessam de se debater. Retrato de uma marginalidade que afasta os seus elementos de alguns dos bens básicos da existência e que obriga o espectador a reflectir em várias e profundas desigualdades sociais.

“Dois perdidos numa noite suja” de Plínio Marcos, com versão do texto e encenação do espectáculo de Sílvia Brito, espaço cénico de António Jorge, figurinos de Ana Rosa Assunção e luzes de Rui Simão estreou a 29 de Outubro de 2005, em Coimbra, onde foi apresentado em duas temporadas.

Esta deslocação ao Barreiro, naquela que é a primeira apresentação da companhia nesta localidade, faz parte de uma intensa digressão nacional que tem levado este espectáculo a palcos de todo o pais: Abrunheira, Covilhã, Guarda, Faro, Évora, Braga, Oeiras, Oliveira do Hospital, Vila Nova de Foz Côa, Oliveira de Azeméis, Santa Comba Dão, Bragança, Malveira, Vila Nova de Paiva, Portimão e Sines.

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