Projéctor – Grupo de TeatroLuciano Barata levou “A Birra” ao palco
Por Jornal Rostos
A estreia do novo espectáculo do Projéctor – Grupo de Teatro foi no sábado dia 11 de Março, no Centro Marques da Costa, na freguesia de Santo André, no Barreiro.
De referir que o cartaz e programa do espectáculo foram criação artística de Kira, prestigiado artista plástico barreirense, sendo a concepção gráfica da DIRP – Câmara Municipal do Barreiro.
A estreia contou com a presença de diversas personalidades da vida local, nomeadamente, a Vereadora Regina Janeiro, responsável pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Barreiro, assim como João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André.
Já conhecemos muitos vereadores
O Projector – Grupo de Teatro iniciou a sua actividade em 1998 e, ao longo de quase uma década já levou à cena oito espectáculos.
Antes de ter inicio o espectáculo, Luciano Barata, encenador, recordou que “já conhecemos muitos vereadores”, sublinhando vamos “talvez no décimo” e, na sua opinião, esse facto, só por si, prova como “acreditamos no nosso projecto e acreditamos no teatro”.
Agradeceu a todos que “tiveram a coragem de vir assistir a estreia, e dirigiu uma saudação especial a Regina Janeiro, João Raio e Kira.
Recordou que naquele espaço “há teatro porque de um lado há actores e de outro os espectadores”.
A finalizar ainda comentou – “Iremos ao AMAC um ano qualquer destes”…e sorriu!
A sala estava esgotada com 55 espectadores.
Feito silêncio. Desligados os telemóveis. O espectáculo começou.
Um morto que recusa morrer
Foi difícil o morto adaptar-se à morte.
Nem os Regulamentos da GNR, muito esclarecidos pelo Sargento Pimenta da GNR.
Nem a astúcia do srº Capela da Agência Funerária.
E apesar de confirmada a morte pela Drª Caldas, que passou a certidão de óbito por 150 euros.
A verdade é que o morto não queria morrer.
A viúva Regina bem queria que ele se conformasse e aceitasse a morte, mas, nada feito, o morto não queria morrer, porque sofria de claustrofobia.
Neste enredo o espectáculo decorre, com momentos de riso e com “pensamentos” que fazem pensar as relações da morte com a vida.
Manter vivo o teatro no concelho do Barreiro
O espectáculo tem ritmo. É divertido.
Este espectáculo marca o regresso de António Pequito ao palco, no papel de morto, que consegue uma presença muito positiva, marcando sempre a sua presença no palco, mesmo perante personagens mais exuberantes.
Filipa Domingos, no papel de viúva, mais uma vez, é referência na equipa do Projéctor.
Manuel Gonçalves, nos seus dois papéis está excepcional, um sargento perfeito e o outro lado...idem!
José Brito, demonstrou como de facto é um veterano no palco, brindando-nos, ao que parece, com diversas “buchas”.
Ana Dias, a Drª esfusiante e vibrante, como sempre, não passa despercebida.
Carlos Maria ( se a foto não engana) está óptimo no seu papel de Agente da Agência Funerária e na sua brilhante “gaguez”.
Leopoldina Mendes, a serenidade em palco, surge nos momentos necessários para dar o toque na pintura das cenas.
Madalena Marques uma contracenação positiva com a viúva.
Mórya Feigning enche o palco com a sua presença e expressividade.
Uma noite agradável. Riso. Momentos de reflexão.
Não esqueça vá até ao Centro Marques da Costa e de certeza que vai gostar do divertido espectáculo que Luciano Barata encenou para continuar a manter vivo o teatro no concelho do Barreiro.
Porque ali de certeza ama-se o teatro…e a vida!
O espectáculo pode ser visto até ao próximo dia 4 de Junho, sempre aos sábados, pelas 21, 30 horas, no Centro Marques da Costa, na Quinta da Lomba.
Ficha Técnica
Actores
Ana Dias
António Pequito
Carlos Maria
Filipa Domingos
Joaquim Paulino
José Brito
Leopoldino Mendes
Madalena Marques
Manuel Gonçalves
Mórya Feigning
Encenador
Luciano Barata
Imagem do cartaz – Kira
Concepção Gráfica – DIRP/CMB
Cenário – Alfredo Escada
Som e Iluminação – Mário Ruivinha
Figurino – Teresa Branco
Costureira – Rosa Almeida
Apoios
Câmara Municipal do Barreiro
Junta de Freguesia de santo André
Agência Funerária de Santo André
Setúbal na Rede
Rádio Popular
SOLUSA
Espectáculo realizados
1998 – “Espectáculo” (Vários autores)
1999 – “A vida talvez não passe disto” (Vários autores)
2000 – “Estrelas cá do Burgo” (Lucien Lambert)
2001 – “Reis 100 trono 100 c’roas e 100 Glória ( Oswald Dragun)
2002 – “Apanhados na Cena” – 1ª parte ( Mchael Frayn)
2003 – “Apanhados na Cena” – 2ª parte (Mchael Frayn)
2004 – “Espingardas de Teresa Carrar” ( Bertolt Brecht)













