22º FESTROIA - de 2 a 11 de JunhoTrinta países em competição e uma extensão no monumental
Na 22ª edição, que se realiza de 2 a 11 de Junho, o Festroia prossegue a sua linha tradicional no campo da divulgação cinematográfica, que consiste essencialmente em revelar ao público português as cinematografias que por norma não entram nos circuitos de distribuição comercial.

Por Jornal Rostos
Uma rigorosa selecção das obras em competição – resultado do visionamento de centenas de filmes -, de par com a revelação de novos talentos, asseguram uma grande qualidade cinematográfica, há muito reconhecida por todos aqueles que vão ao Festroia, e que nos últimos anos contribuiu para o seu crescente prestígio a nível internacional. O Festival – que continua a ter a sua sede em Setúbal - é presentemente o que conta com o apoio de maior número de organizações estrangeiras, facto que não sendo um mérito em si mesmo, constitui no entanto a prova do acerto das nossas opções, exclusivamente culturais.
Isto sucede numa altura em que, no nosso país, as condições são pouco favoráveis ao êxito e credibilidade dos festivais de cinema. Em primeiro lugar, porque o interesse mediático por estas manifestações culturais se limita cada vez mais à cidade de Lisboa, o que é manifestamente injusto, quer para o público, quer para muitas meritórias iniciativas que têm lugar um pouco por todo o país. Em segundo lugar, devido à precipitada, e quanto a nós insustentável, proliferação de festivais registada nos três últimos anos. Por um lado, é certo, esse crescimento constitui um sinal de vitalidade no campo da promoção cinematográfica. Mas, por outro lado, a falta de objectivos claros, estratégias e linhas de rumo, é contrária ao interesse do público, e não contribui para uma clarificação qualitativa num campo tão vasto e diversificado como é o da produção cinematográfica.
Este ano, o Festroia apresenta mais de 180 filmes, representando 45 países, com um claro predomínio do cinema europeu menos conhecido do nosso público. Deste total, mais de 30 países terão os seus filmes em competição nas Secções Oficial e de Primeira Obras. O júri internacional, que atribuirá os prémios oficiais, será constituído pela escritora Agustina Bessa-Luís; por Slavko Stimac, o popular actor que tem sido o protagonista de quase todos os filmes de Emir Kusturica; pelo realizador Polaco Krzysztof Krauze; por Voula Georgakakou, representando o Greek Film Center e a European Film Promotion; Sandip Ray, realizador Indianos; Jelka Stergel, directora do Ljubliana Film Festival e pelo realizador e produtor Fernando Vendrell. Além deste, o Festival conta também com a presença de júris internacionais que atribuem os seus prémios específicos: a SIGNIS (organização católica internacional do Cinema); FIPRESCI (imprensa cinematográfica), e, pela primeira vez, o galardão da CICAE (Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Ensaio), organização a que o Festroia também pertence.
Ainda nas secções competitivas, o Festroia apresenta uma selecção dos melhores documentários realizados nos últimos meses, de entre os quais se salientam alguns dos que obtiveram maior repercussão nos principais festivais europeus: “The Children of Leningradsky”, de Hanna Polak e A. Celinski (Polónia); “Divided States of América”, de Saso Podgorsek (Eslovénia); “La Piel Vendida”, de Vicente Perez Herrero (Espanha); “Howard Zinn”, de Deb Ellis e Denis Mueller (EUA); “The Stage”, de Peter Mostovoy (Israel), e muitos outros, que no seu conjunto proporcionam uma visão crítica do tempo em que vivemos.
Além das secções competitivas, o 22º Festroia organiza também, e à semelhança do que ocorre todos os anos, diversos acontecimentos cinematográficos, de entre os quais se destaca um ciclo de homenagem ao Cinema da Noruega, no ano em que este país celebra o centenário da sua produção cinematográfica. Esta celebração, que conta com o apoio do Instituto de Cinema Norueguês e da Embaixada da Noruega em Lisboa, inclui a projecção de um dos filmes mudos mais antigos da Noruega, “Terje Vigen”, de Victor Sjostrom, realizado em 1917. A exibição deste filme será acompanhada pelo famoso pianista norueguês, Ketil Bjornstad, que se deslocará ao nosso país a fim de executar a partitura que compôs expressamente para “Terje Vigen”. Bjornstad é também um notável romancista, e como compositor assinou as partituras de numerosos filmes, entre os quais obras de Godard e Lea Pool.
No ano em que se comemora o cinquentenário do primeiro filme do realizador Satyajit Ray, considerado o pai do moderno cinema indiano, o Festroia apresenta uma retrospectiva das suas melhores obras e entregará a seu filho – o também cineasta Sandip Ray – um Golfinho de Ouro, de reconhecimento por uma obra que está presentemente a ser recuperada para o grande público em todo o mundo.
Com estas e outras rubricas, o Festroia confirma a sua função divulgadora, dando a conhecer – como sempre tem feito – figuras e factos da história do Cinema, cujo conhecimento é indispensável para a melhor compreensão da arte cinematográfica no presente.
Além de Setúbal, sede do Festival, e de Almada, onde decorre habitualmente uma extensão, o Festroia também vem este ano a Lisboa, onde serão exibidos, precisamente no espaço onde nos encontramos, o Cinema Monumental, uma selecção de filmes desta 22ª edição. À semelhança do que acontece com toda a programação do Festroia, os filmes a projectar em Lisboa serão igualmente legendados em português.
Isto sucede numa altura em que, no nosso país, as condições são pouco favoráveis ao êxito e credibilidade dos festivais de cinema. Em primeiro lugar, porque o interesse mediático por estas manifestações culturais se limita cada vez mais à cidade de Lisboa, o que é manifestamente injusto, quer para o público, quer para muitas meritórias iniciativas que têm lugar um pouco por todo o país. Em segundo lugar, devido à precipitada, e quanto a nós insustentável, proliferação de festivais registada nos três últimos anos. Por um lado, é certo, esse crescimento constitui um sinal de vitalidade no campo da promoção cinematográfica. Mas, por outro lado, a falta de objectivos claros, estratégias e linhas de rumo, é contrária ao interesse do público, e não contribui para uma clarificação qualitativa num campo tão vasto e diversificado como é o da produção cinematográfica.
Este ano, o Festroia apresenta mais de 180 filmes, representando 45 países, com um claro predomínio do cinema europeu menos conhecido do nosso público. Deste total, mais de 30 países terão os seus filmes em competição nas Secções Oficial e de Primeira Obras. O júri internacional, que atribuirá os prémios oficiais, será constituído pela escritora Agustina Bessa-Luís; por Slavko Stimac, o popular actor que tem sido o protagonista de quase todos os filmes de Emir Kusturica; pelo realizador Polaco Krzysztof Krauze; por Voula Georgakakou, representando o Greek Film Center e a European Film Promotion; Sandip Ray, realizador Indianos; Jelka Stergel, directora do Ljubliana Film Festival e pelo realizador e produtor Fernando Vendrell. Além deste, o Festival conta também com a presença de júris internacionais que atribuem os seus prémios específicos: a SIGNIS (organização católica internacional do Cinema); FIPRESCI (imprensa cinematográfica), e, pela primeira vez, o galardão da CICAE (Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Ensaio), organização a que o Festroia também pertence.
Ainda nas secções competitivas, o Festroia apresenta uma selecção dos melhores documentários realizados nos últimos meses, de entre os quais se salientam alguns dos que obtiveram maior repercussão nos principais festivais europeus: “The Children of Leningradsky”, de Hanna Polak e A. Celinski (Polónia); “Divided States of América”, de Saso Podgorsek (Eslovénia); “La Piel Vendida”, de Vicente Perez Herrero (Espanha); “Howard Zinn”, de Deb Ellis e Denis Mueller (EUA); “The Stage”, de Peter Mostovoy (Israel), e muitos outros, que no seu conjunto proporcionam uma visão crítica do tempo em que vivemos.
Além das secções competitivas, o 22º Festroia organiza também, e à semelhança do que ocorre todos os anos, diversos acontecimentos cinematográficos, de entre os quais se destaca um ciclo de homenagem ao Cinema da Noruega, no ano em que este país celebra o centenário da sua produção cinematográfica. Esta celebração, que conta com o apoio do Instituto de Cinema Norueguês e da Embaixada da Noruega em Lisboa, inclui a projecção de um dos filmes mudos mais antigos da Noruega, “Terje Vigen”, de Victor Sjostrom, realizado em 1917. A exibição deste filme será acompanhada pelo famoso pianista norueguês, Ketil Bjornstad, que se deslocará ao nosso país a fim de executar a partitura que compôs expressamente para “Terje Vigen”. Bjornstad é também um notável romancista, e como compositor assinou as partituras de numerosos filmes, entre os quais obras de Godard e Lea Pool.
No ano em que se comemora o cinquentenário do primeiro filme do realizador Satyajit Ray, considerado o pai do moderno cinema indiano, o Festroia apresenta uma retrospectiva das suas melhores obras e entregará a seu filho – o também cineasta Sandip Ray – um Golfinho de Ouro, de reconhecimento por uma obra que está presentemente a ser recuperada para o grande público em todo o mundo.
Com estas e outras rubricas, o Festroia confirma a sua função divulgadora, dando a conhecer – como sempre tem feito – figuras e factos da história do Cinema, cujo conhecimento é indispensável para a melhor compreensão da arte cinematográfica no presente.
Além de Setúbal, sede do Festival, e de Almada, onde decorre habitualmente uma extensão, o Festroia também vem este ano a Lisboa, onde serão exibidos, precisamente no espaço onde nos encontramos, o Cinema Monumental, uma selecção de filmes desta 22ª edição. À semelhança do que acontece com toda a programação do Festroia, os filmes a projectar em Lisboa serão igualmente legendados em português.













