Museus do BarreiroVisita guiada ao Museu dos Fuzileiros
No próximo dia 9 de Junho, à Sala Museu do Fuzileiro e, no dia 16 Junho, às Reservas Museológicas Visitáveis, ambas às 14,30 horas, são as próximas visitas agendadas aos espaços museológicos do concelho do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Estas iniciativas estão Inseridas no programa das comemorações do “Dia Internacional dos Museus” e têm lugar duas visitas guiadas uma, no próximo dia 9 de Junho, à Sala Museu do Fuzileiro e, no dia 16 Junho, às Reservas Museológicas Visitáveis, ambas às 14h30.
A população interessada deve fazer as suas inscrições pelo telefone: 21 214 87 65.
Museu Industrial instalado na antiga Central Diesel.
Refira-se que esta iniciativa é promovida pela Câmara Municipal, com o apoio da Quimiparque e da Escola de Fuzileiros Navais. Desde o dia 18 de Maio, a população já visitou vários espaços museológicos do Concelho, nomeadamente o Museu Industrial instalado na antiga Central Diesel.
Esta unidade museológica foi criada pela Quimiparque com a intenção de deixar para as gerações futuras o legado histórico do que foi um dos mais importantes complexos químico-industriais da Europa, em meados do século XX.
O Museu reúne os equipamentos industriais representativos e um acervo documental referente às áreas como a têxtil, a química, a produção de energia, a segurança e higiene industrial e a metalomecânica.
Viagem à História da CUF
A história da instalação da CUF no Barreiro, no ano de 1908, marcou o início da visita. O industrial Alfredo da Silva instalou as primeiras fábricas de adubo, óleos e sabões.
Na ocasião, António Camarão, técnico da Câmara Municipal do Barreiro, referiu a importância da Central Diesel na produção de energia de alta tenção que alimentava a fábrica toda. A CUF era então a maior plataforma industrial da Europa e o maior complexo europeu nos anos 60, pela sua auto-suficiência, desde a matéria-prima ao produto final.
Na área têxtil, é possível ver a Juta (matéria-prima) para a fiação. Curiosamente, era produzido um fio, por dia, com 130 mil quilómetros (três vezes o perímetro do equador). Cerca de 600 operários produziam 50 mil sacos estampados de acordo com o cliente. Nesta unidade eram também produzidos tapetes. Podemos ver a maquinaria utilizada, nomeadamente a meadeira, a prensa, o tear mecânico, a guilhotina, ou as impressoras.
Uma reprodução do laboratório químico, com todos os utensílios necessários e as fotos dos trabalhadores, faz adivinhar o ambiente vivido pelos engenheiros químicos da época.
Noutro sector, os arquitectos desenhavam todas as peças para a rápida montagem de uma máquina nas ex-colónias.
Em 1911, nascia a corporação de Bombeiros da CUF (ainda existente) com quase 300 elementos, trabalhadores das fábricas, estando 13 em serviço permanente. Em exposição, estão duas bombas braçais e um conjunto de macas.
No local, podemos ver como era a assistência social aos trabalhadores, a escola primária (com aulas de inglês) e o posto médico.













