Palácio Alfredo da Silva – BarreiroExposição de Pintura e Desenho de Luís Mário Cunha

Por Jornal Rostos
Luís Mário dos Santos Cunha nascido a 26 de Outubro de 1947 na cidade da Guarda, reside no Barreiro desde 1973. O contacto com a arte começa com trabalhos em barro e desenhos a carvão e aos 11 anos ganha uma trotinette, com o desenho a carvão da Sé da Guarda. Em 1965 ilustra o Livro das Festas dos Estudantes da Guarda, facto que se repete nos 2 anos seguintes. De 1970 a 71, em Timor Leste, percorre o país como Oficial Miliciano e expõe vários trabalhos a óleo e fotografias sobre a vida dos Timorenses. Com o 25 de Abril, colabora em jornais e revistas de dimensão local e produz caricaturas de alguns cooperantes da efémera Revista da Cooperativa “Nossa Cidade” (1982). Entre 1995 e 2006, produz várias exposições individuais de caricaturas de Antigos Colegas Estudantes apresentadas nos Encontros Anuais realizados em vários pontos do País. Em 2002 frequenta um Curso de Pintura e Desenvolvimento na Artesfera - Barreiro. Entre 2002 e 2007 conta com cerca de 11 exposições colectivas e 15 individuais.
Luís Mário Cunha, Professor e Coordenador do Departamento de Informática da Universidade da Terceira Idade do Barreiro (UTIB), reuniu, no Restaurante Palácio Alfredo da Silva, amigos e alunos para a inauguração da exposição “Pintura e desenho”. Nesta mostra, pôde-se apreciar vários quadros com diferentes técnicas desde o óleo, a grafite, o pastel, a tinta da china aguada e o carvão.
Cada quadro, representa e retrata parte da vida do pintor e, como referiu: “não digo que cada quadro é um filho mas quando faço um quadro estou de facto a transmitir algo de mim.”
Luís Mário Cunha revelou que o que mais gosta de reproduzir são casas da zona onde cresceu e um dos seus objectivos é tantar recuperar algumas destas habitações. “Eram casas para nós, miudos, apalaçadas e agora passados 40 ou 50 anos estão perfeitamente abandonadas como, aliás, toda a beira interior”. “Se conseguir com a reprodução de um quadro, que uma destas casas seja recuperada, já me dou por satisfeito”, assegurou o beirão. Mas esta não é a única finalidade que pensa alcançar com a sua arte. O professor da UTIB, quer “tentar mostrar que todos temos escondido dentro de nós próprios atributos que não sabemos”. E avança com modéstia “tenho visto trabalhos de colegas meus que pensavam que não tinham jeito nenhum e no fundo têm mais jeito do que eu”. Luís Mário Cunha pretende, desta forma, contribuir para que mais pessoas se sintam motivadas a participar, a integrar e a divulgar a arte.
A exposição estará patente no Palácio Alfredo da Silva até dia 17 de Julho.
Ângela Tavares Belo













