No Teatro Municipal de Almada“A Mata” de Jesper Halle
Esta será uma oportunidade única para ver (ou rever) o espectáculo, votado pelo público como “espectáculo de honra do Festival de Almada de 2006” .

Por Jornal Rostos
O espectáculo, classificado para maiores de 16 anos, está em cena de quarta a sábado às 21,30 horas e aos domingos às 16 horas.
SINOPSE DO ESPECTÁCULO
Tradução
Pedro Porto Fernandes Com António Simão, Armando Luís, Bernardo Chatillon, Cecília Henriques, Flávia Araújo, Heloise Ro, Jéssica Anne, João Delgado, Pablo Malter, Pedro Carraca, Paulo Pinto, Ricardo Batista, Ricardo Carolo, Rúdy Fernandes, Sandra Roque, Sara Moura, Sérgio Conceição, Sofia Correia, Sylvie Rocha e Tinto
Cenografia
Inger Astri Kobbevik Stephens
Montagem
Daniel Fernandes com o apoio de Rita Lopes Alves
Figurinos
Rita Lopes Alves
Luz
Pedro Domingos
Cenografia e Figurinos com o apoio de Professores da Área Artística do Curso de Artes e Animação Circense e o Curso de Ofícios do Espectáculo e dos alunos de Ofícios do Segundo Ano de 2006 do Chapitô – Ana Duarte, Carla Piedade, Cláudia Fiúza, Joana Estrela, João Leal, Luís Castro e Vera Petinga
Encenação
Franzisca Aarflot assistida por Andreia Bento, João Meireles, Ricardo Carolo, Pedro Carraca e António Simão
Uma produção Artistas Unidos / Det Åpne Teater / Chapitô, com o apoio da Real Embaixada da Noruega estreia no Festival de Almada 2006) e do Norske Dramatikeres Forbund
VOTADO PELO PÚBLICO ESPECTÁCULO DE HONRA DO FESTIVAL DE ALMADA DE 2006
Oportunidade única para ver (ou rever) o espectáculo.
Uma das maiores surpresas do festival de Almada 2006 foi A Mata, que os Artistas Unidos criaram a partir do texto do norueguês Jesper Halle (obra que confirma a reputação escandinava de se debruçar sobre os buracos negros da sociedade). Dezoito jovens actores em permanente movimento agitam-se num palco onde cumprem proezas atléticas. No ar ecoam as cenas marginais de Pippo Delbono ou Alain Platel, e uma ternura especial no fazer emergir impasses, dificuldades ou recalcamentos. No fundo, há uma coisa pesada e escura que emerge de vez em quando, fragmentariamente. Uma coisa que de vez em quando se esconde ou se revela, num puzzle onde, para o final, se reconstrói o horror de uma rapariga violada. Na tal mata, onde, até essa altura, apenas víramos a vitalidade infantil. Um teatro indiciário, que fascina e não fecha os olhos à atroz complexidade que nos rodeia.
Gianfranco Cappitta
In Il Manifesto, 6 Agosto de 2006
(...) Ao vermos A Mata, dos Artistas Unidos, esquecemo-nos rapidamente que o texto vem da Noruega e de um autor que se chama Jesper Halle. Perante nós, uma companhia de dezoito actores muitíssimo jovens acrobatas. Podemos pensar nas sementes que terá deixado Giorgio Barberio Corsetti nos poucos anos que passou em Portugal. As artes do corpo movem os músculos e os membros destes jovens (provenientes da escola de circo do Chapitô) que, com profunda sinceridade, nos falam das perturbações de uma idade difícil suspensos a alguns metros do chão, entre corridas, lutas e combates que o texto situa numa pequena floresta. A adolescência, dizem-nos, é também perda e dor. E os rapazes penduram-se nos espaldares, que subitamente se transformam em árvores. Ou baloiçam em cordas suspensas por cima de um mundo adulto que não cumpre a sua responsabilidade e do qual apenas reconhecem a violência, a obscura ferida que irá marcar a sua entrada na vida adulta.
Roberto Canziani
In Hystrio, Outubro de 2006
(...) Franzisca Aarflot teve à sua disposição actores jovens e extremamente competentes, alguns deles actores profissionais dos Artistas Unidos e outros jovens alunos do Chapitô, a Escola de Circo de Lisboa. A sua interpretação foi expressiva e por assim dizer física, por vezes próxima da acrobacia. Como não sei falar português foi-me difícil avaliar a sua compreensão das subtilezas do texto, e não pude por isso distinguir os actores profissionais do jovens amadores, mas devo dizer que a actriz que mais fortemente me impressionou foi uma das jovens alunas do Chapitô: muitos parabéns a Cecília Henriques, que representou o papel de Júlia Nilsen, pela sua interpretação, ao mesmo tempo sensível e pungente. Espero que venha a ter a oportunidade de desenvolver os seus talentos.
A encenação de Franzisca Aarflot era precisa e parecia muito certa, evidenciando também uma compreensão notável de todas as subtilezas do complexo texto de Jesper Halle. Eu já vira duas vezes a peça antes de Lisboa, e posso dizer sem hesitar que a versão portuguesa de A Mata é de todas a mais jovem e mais espontânea. Honra bem o texto de Jesper Halle. (…)
Idalou Larsen
In Norsk Shakespeare, Agosto de 2006













