Na Galeria Municipal do BarreiroExposição “Ritmos! – O Rock em Portugal 1955/1974”
No âmbito do Festival Barreiro Rocks 2007, inaugura no próximo dia 20 de Outubro, pelas 21,30 horas, a exposição ”Ritmos! – O Rock em Portugal 1955/1974”, patente na Galeria Municipal, até 20 de Dezembro.

Por Jornal Rostos
Visite de terça-feira a sábado, das 14h00 às 20h00.
Esta mostra convida o público a relembrar toda a história de um estilo musical que marcou o mundo com novas tendências, formas de estar na sociedade e, fundamentalmente, a criação de vários estilos musicais que surgiram a partir do rock ‘n’ roll.
Cronologicamente a exposição retrata a década de 50, época em que começaram a aparecer os primeiros conjuntos e cantores como Joaquim Costa e os Rapazes da Estrela, José Manuel Silva conhecido como Baby Rock, os Babies, do José Cid, entre muitos outros.
Nos anos 60, mudam-se os artistas, mudam-se os géneros e o rock ‘n´ roll transforma-se no Twist, no Ye-Ye, no Surf e outros géneros associados à dança. Com uma nova cultura e música direccionadas para a juventude, começam a surgir dezenas de novas bandas por todo o País e colónias. A música, inspirada pelos discos que a Censura deixava passar, era composta por versões da música tradicional portuguesa, podendo, assim, agradar a todas as idades, e por êxitos internacionais, com letras em português. Entre eles destacaram-se o Daniel Bacelar, o Vítor Gomes, Os Conchas, o Fernando Conde, Os Titãs, entre muitos outros.
Em 1965 a música ganha um novo conteúdo devido à realidade que se fez sentir na guerra colonial. Se anteriormente qualquer forma de revolta e contestação estava ligada a figuras públicas e movimentos estudantis, a música e as próprias letras começaram a ganhar maior relevo e a ser cada vez mais reivindicativas. Cantavam os Ekos "sou um ser desprezado, onde tudo está errado", e o Quarteto 1111 gritava "liberdade".
O que a Censura não conseguia alcançar, por estar escrito em inglês ou por ser transmitido via rádios pirata inglesas, veio influenciar e dar origem a novos géneros musicais. Do psicadelismo à música de intervenção, Portugal estava a ficar contaminado por toda uma nova cultura que se estendeu ao cinema e às restantes artes.













