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Opções Participadas Sénior - Barreiro“Envelhecer é um percurso da vida”

. A necessidade de mais centros de dias/convívio e de um hospital de retaguarda são algumas das aspirações dos munícipes

. Trabalho da câmara melhorou na relação com a população sénior

“Envelhecer é um percurso de vida” disse Regina Janeiro, no decorrer das “Opções Participadas Sénior, mas também “uma mais-valia pelos saberes que se acumulam e pelo tempo que se tem para transmitir estes saberes”.

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Opções Participadas Sénior - Barreiro “Envelhecer é um percurso da vida”

Por Jornal Rostos

No âmbito do Mês do Idoso – “Mexe com a Idade”, iniciativa que está a decorrer durante o mês de Outubro, a Câmara Municipal do Barreiro promoveu as Opções Participadas Sénior.
A sessão decorreu, hoje à tarde, no Galitos F.C. e contou com a presença do Presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, a Vereadora Regina Janeiro e o Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, João Raio.

Centros de dias/convívio e hospital de retaguarda são aspirações

No mês em que a Câmara Municipal do Barreiro promove o Mês do Idoso – “Mexe com a Idade”, em que se comemora o dia Internacional do Idoso (dia 1 de Outubro) e o dia Mundial da Terceira Idade (dia 28 de Outubro), realizaram-se também vez as Opções Participadas Sénior de forma a dar conta dos projectos para a cidade bem como dar voz à população mais velha, aos seus problemas, sugestões e opiniões.
Apesar da fraca participação, abordaram-se alguns problemas que se prendem fundamentalmente com a falta de equipamentos capazes de dar resposta às necessidades de um concelho onde prevalece a população idosa. A necessidade de mais centros de dias/convívio e de um hospital de retaguarda são algumas das aspirações dos munícipes. Outra sugestão, bem mais fácil de realizar é a recuperação do encontro de idosos e reformados de todas as freguesias do Barreiro.

Promover o convívio e a partilha de experiências

“Envelhecer é um percurso de vida” disse Regina Janeiro, mas também “uma mais-valia pelos saberes que se acumulam e pelo tempo que se tem para transmitir estes saberes”.
Desta forma, o mês do idoso mais do que ser “uma grande iniciativa”, tem, segundo a vereadora, o objectivo de tirar as pessoas de casa, promover o convívio e a partilha de experiências, dando alternativas de lazer e convívio. “Podemos fazer tanta coisa, são 28 dias em que há sempre razões para vir para a rua”, afirmou.

Taxa de solidariedade cobre apenas 5% das pessoas que têm dificuldades

No entanto, apesar de já se ter conseguido fazer “mexer” muitos idosos, seja com as actividades promovidas pelas juntas de freguesia ou pelas associações de reformados, outros há que continuam em situações de dificuldade e abandono. Um dos problemas que mais atinge a população idosa é a perda do poder de compra bem como a reduzida resposta na área social, sendo que “a taxa de solidariedade cobre apenas 5% das pessoas que têm dificuldades”, referiu a vereadora.
“Uma das preocupações deste mandato tem sido a cedência de terrenos, criar condições para que se ergam equipamentos, tendo em conta que a maior parte da falta de resposta é na falta de equipamentos”, concluiu.

Trabalho da câmara melhorou na relação com a população sénior

“Não temos dinheiro mas terrenos vamos arranjando”, comentou o Presidente da Câmara do Barreiro. Seguindo o mesmo raciocínio da vereadora, Carlos Humberto afirmou que: “se calhar não temos as instalações que outros concelhos têm, mas se calhar os outros concelhos não têm as vivências que nós temos” asseverando que “no Barreiro faz-se muita coisa”. O edil acredita que “o trabalho da câmara melhorou na relação com a população sénior” e valoriza a importância das pequenas iniciativas no seu todo, sendo parte fundamental o trabalho das associações do concelho.

“Caminho que tem de ser construído por todos nós”

À semelhança do que aconteceu no dia anterior nas Opções Participadas da Verderena, o autarca barreirense falou ainda das obras que serão levadas a cabo na cidade, entre eles a recuperação da zona Ribeirinha nas suas diversas frentes através da recuperação da muralha da Avenida Bento Gonçalves, do programa Polis que abarca a zona da Terminal Rodo-Ferro-Fluvial até à freguesia de Santo André e da resolução de alguns problemas de Alburrica como é o caso da recarga de areias e soluções ao nível da iluminação. O projecto do Centro da cidade também foi mencionado, avançando o autarca a possibilidade das obras se estenderem à rua Miguel Pais. Falou-se ainda da Quimiparque como um potenciador de emprego e de actividade económica de um futuro que se deseja próximo e das potencialidades da nova ponte que, a ser rodoviária, poderá, na opinião do edil, trazer mais rapidamente o metro do Sul do Tejo e a ponte de ligação ao Seixal.
Carlos Humberto garantiu que “as perspectivas são boas” mas adverte que “até à realidade vai um longo caminho” e destaca a importância da participação dos munícipes na discussão do “caminho que tem de ser construído por todos nós”.

Ângela Tavares Belo

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