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Prédio da explosão em SetúbalNo fim-de-semana decorrem trabalhos de remoção de escombros e de elementos muito danificados

. Custos da intervenção a cargo do Governo Civil de Setúbal

O prédio nº 13 da Praceta Afonso Paiva, em Setúbal, onde no passado dia 22 de Novembro ocorreu uma explosão, vai ser alvo, durante o fim-de-semana, de trabalhos de remoção de escombros e de elementos muito danificados das fracções “C” do 10º, 11º e 12º andares.

Os custos da intervenção, a cargo do Governo Civil de Setúbal, com a respectiva ratificação por parte do Ministério da Administração Interna, ascendem a 649.300 € (a que acresce o IVA).

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Por Jornal Rostos

O prédio nº 13 da Praceta Afonso Paiva, em Setúbal, onde no passado dia 22 de Novembro ocorreu uma explosão, vai ser alvo, durante o fim-de-semana, de trabalhos de remoção de escombros e de elementos muito danificados das fracções “C” do 10º, 11º e 12º andares.
De acordo com o director do Departamento de Estruturas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), João Almeida Fernandes, trata-se de uma operação de «grande complexidade e delicadeza do ponto de vista da segurança», uma vez que os elementos danificados naqueles andares – pilares, vigas e lajes – são muito pesados e terão de ser cortados em pedaços.

Elementos danificados retirados da estrutura estão a ser numerados

«Estamos a trabalhar a 40 metros de altura com elementos que, nalguns casos, pesam várias toneladas», explica o Engenheiro do LNEC, frisando que «toda esta operação obedece a um rigoroso plano de segurança».
Ao mesmo tempo que vão sendo removidos os pilares, vão sendo retirados os escombros resultantes da explosão e separados os bens dos moradores.
Os elementos danificados retirados da estrutura estão a ser numerados e datados para posterior análise do LNEC.

Garantir a segurança estrutural do edifício

Em virtude da referida complexidade dos trabalhos, João Almeida Fernandes não avança prazos definitivos para a conclusão desta intervenção, embora seja intenção do LNEC iniciar a colocação dos novos pilares metálicos na próxima semana.
«São processos imprevisíveis porque têm sempre a segurança em primeiro lugar», salienta o Director do Departamento de Estruturas do LNEC.
Recorde-se que a intervenção que está a ser efectuada visa garantir a segurança estrutural do edifício. Em resultado das inspecções e consequentes relatórios do LNEC, foi decidido proceder ao escoramento e contraventamento do edifício, para evitar a sua derrocada parcial ou total.

Custos da intervenção a cargo do Governo Civil de Setúbal

Os custos da intervenção, a cargo do Governo Civil de Setúbal, com a respectiva ratificação por parte do Ministério da Administração Interna, ascendem a 649.300 € (a que acresce o IVA), referentes a dois contratos, o primeiro dos quais, no montante de 20.000 €, respeitante ao escoramento inicial do 6º ao 9º piso.
A garantia final de segurança será dada pelo LNEC, em conjunto com a restante Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da obra (composta também por técnicos da Câmara Municipal de Setúbal e da Autoridade Nacional de Protecção Civil), no momento em que o prédio for devolvido aos moradores nas condições estruturais existentes antes data da explosão.

LNEC tem mantido uma equipa de 10 investigadores

Em Setúbal, o LNEC tem mantido uma equipa de 10 investigadores doutorados, entre outros colaboradores.
A empresa BEL, do Grupo Teixeira Duarte, tem disponibilizado, em permanência, no local, uma equipa constituída por uma dezena de engenheiros e 20 colaboradores, incluindo encarregados e operários qualificados.

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