“Conversas do 2.º Balcão” em Setúbal“Para nós, qualquer poema que fale em liberdade é um poema de Abril”

Por Jornal Rostos
“Para nós, qualquer poema que fale em liberdade é um poema de Abril”, justificou Teresa Lopes, antes de, com Lídia e Ana Loureiro, mãe e filha, se lançar na declamação de textos muito variados.
António Gedeão, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andresen e Manuel da Fonseca foram alguns dos autores mais conhecidos que o trio leu, mas também Sidónio Muralha e Armindo Rodrigues.
Da assistência vieram contributos e assim a noite virou tertúlia. Manuel Alegre e Ary dos Santos, inevitáveis poetas de Abril, foram convocados pelos intervenientes. A directora do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, Joaquina Soares, preferiu surpreender com a leitura de dois poemas dos setubalenses Ângelo Ochôa e Fernando Paulino, publicados na compilação “30 anos, 30 poemas”, editada pela Câmara Municipal, em 2004.
“Poemas de Abril” foi o título desta primeira sessão do ciclo das “Conversas do 2.º Balcão” dedicado à Revolução dos Cravos. Segue-se “Homenagem a Adriano Correia de Oliveira”, com a participação do pintor José Santa Bárbara e do cantor Manuel Freire, dia 9, no Octubrus Bar, às 21h30.
Há mais duas sessões, ambas no Fórum Municipal Luísa Todi, a partir das 21h30. A primeira, no dia 16, tem o título “O País Real” e conta com a presença do escritor Mário de Carvalho e do cineasta João Botelho. “A Reforma Agrária”, com Américo Leal, no dia 23, encerra deste ciclo.













