8ª edição do Festival Barreiro Rocks 2008Sob o mote “a selva e as suas tribos mais estranhas”
Andre Williams & The Goldstars, Murdering Tripping Blues, Sonic Chicken 4 e Os Pontos Negros são algumas das bandas a actuar no festival.

Por Jornal Rostos
Programa:
14 de Novembro
Palco Principal:
22.00h – Murdering Tripping Blues (Lisboa, Portugal)
23.00h – Juanita y Los Feos (Madrid, Espanha)
00.00h – The Act-Ups (Barreiro, Portugal)
01.00h – Os Pontos Negros (Lisboa, Portugal)
Palco Secundário:
02.30h – Les Triple (Viana do Castelo, Portugal)
15 de Novembro
Palco Principal:
22.00h – Fast Eddie & The Riverside Monkeys (Barreiro, Portugal)
23.00h – Sonic Chicken 4 (Perpignan, França)
00.00h – Howlin Rain (Oakland, E.U.A.)
01.00h – Andre Williams & The Goldstars (Chicago, E.U.A.)
Palco Secundário:
02.30h – Los Santeros (Chihuahua, México)
Em ambas as noites: DJ Shimmy (Nova Iorque, E.U.A.)
Preços Festival
Bilhete 1 dia: 15€
Passe 2 dias: 20€
Festa de Apresentação Barreiro Rocks
Musicbox, Lisboa, 7 de Novembro com:
23.00h [D-66] (Londres)
00.00h The Act-Ups (Apresentação do novo disco “Play the old psychedelic sounds of today”)
Dj Shimmy
Billhete: 8€ com oferta de 2€ em consumo
Andre Williams
Este ano, no Barreiro, há passadeira vermelha. Andre “Mr. Rhythm” Williams vai encerrar o Festival Barreiro Rocks.
Andre Williams nasceu em 1936, no Alabama. No início da década de 40 mudou-se para Chicago onde começou a cantar, em 1952, no coro de uma igreja.
Nas décadas de 50 e 60, “The Father of Rap” trabalhou para grandes editoras (Fortune, Motown, Chess), escreveu canções e produziu nomes como Ike Turner, Edwin Starr, Stevie Wonder, Alvin Cash & the Crawlers, The Contours, Mary Wells, Parliament, Funkadelic, Jesse James, The Spinners, The Dramatics, The Chi-Lites, e muitos mais. Depois de décadas de vida marginal e de esquecimento por parte da indústria musical, salvo colaborações esporádicas (ex: The Red Hot Chili Peppers), apareceu em grande nos anos 90 e com a ajuda de Mick Collins, Dan Kroha, Jon Spencer, Jack White, Greg Oblivian, entre muitos outros, não parou de editar por algumas editoras importantes (In The Red, Norton, Bloodshot, Pravda, SFTRI, etc.).
Com a sua popularidade em crescendo, foi exibido e premiado no 2008 SXSW Film Festival, o documentário Agile, Mobile, Hostile “A Year With Andre Williams”.
Em Julho passado foi lançado o seu último disco “Can You Deal With It?”.
Dia 15 de Novembro, teremos Andre Williams com os The Goldstars, numa data única na Europa.
Os Pontos Negros
A fechar a primeira noite do festival temos os Pontos Negros, a última sensação de um rock cantado em português, melhor, de bom rock cantado em português. Formados em 2005, orgulhosos descendentes da “Cena de Queluz” que já nos trouxe tantas e tão boas bandas como Os Lacraus, Comboio Fantasma ou Ninivitas, os irmãos Jónatas e David (Bateria e guitarra) juntamente com Lipe (Guitarra) e Silas (Orgão) editam em 2008 o seu primeiro longa-duração “Magnífico Material Inútil”, um disco cheio de canções perfeitas, produzido por Tiago Guillul, que teve como primeiro single “Conto de Fadas de Sintra a Lisboa”. Diz-se deles que ao vivo são ainda melhores que em disco – aguardemos, então, ansiosamente o momento em que os magníficos quatro entrem em palco.
Howlin Rain
Com o cérebro dos Comets On Fire, Ethan Miller, (voz e guitarra), Ian Gradek (baixo), Garett Goddard (bateria), Mike Jackson (guitarra), Eli Eckert (guitarra) e Joel Robinow (voz, teclas, guitarra) os Howlin Rain vêm de Oakland , Califórnia, depois de uma bem sucedida digressão norte-americana com os Black Crowes, para nos demonstrarem porque são, reconhecidamente, os pontas-de-lança do novo psicadelismo.
Se com Magnificent Fiend, editado em 2008, atingem a excelência, as canções, a cada concerto, desafiam a eternidade.
The Act-Ups
Nascidos em 2001, os Act-Ups acabam de lançar o seu terceiro longa-duração “Play the old psychedelic sounds of today”, do qual extraíram o single “Alive Again”. Já com um longo historial de concertos por toda a Península Ibérica, o som do colectivo liderado por Nick Nicotine (Nicotine’s Orchestra, The Ballyhoos) é caracterizado por rock’n’roll, garage com laivos de soul e punk. As melodias e canções, essas, já mereceram o epíteto de “clássicos da Pop-Rock portuguesa”*, mas é em palco que ganham a força que se espera nisto dos bons concertos de rock.
*(Timeout Lisboa)
Sonic Chicken 4
Depois dos Fatals e dos Magnetix a artilharia pesada francesa está, de novo, bem representada no Barreiro Rocks. Os franceses Sonic Chicken 4 vêm de Perpignan e são… 5: Nadia (guitarra, voz), Slaine (baixo), Chris the Fist (bateria), Billy Wrong (xilofone, harmónica, teclas, guitarra, voz), Nicolas D (guitarra, voz).
Com vários singles e um álbum editado em 2007 pela In The Red Records, os SC4 visitam assiduamente os Estados Unidos.
Definir o som dos SC4 não é fácil mas deixamos umas dicas… Jacques Dutronc meets Viva L’American Death Ray Music, Velvet Underground meets The Fatals, The Modern Lovers meets The Black Lips…
Juanita Y Los Feos
Formaram-se em 2004, em Madrid e, desde aí, Juanita Y Los Feos, seguindo as melhores práticas “do it yourself”, influenciados pelos volumes Teenage Shutdown (60’s punk) e por bandas pioneiras do synth-punk (Screamers, Devo), conseguiram, com grandes canções e concertos explosivos, afirmar-se no circuito rock espanhol, e não só. Depois de se estrearem no Barreiro em 2005 e da digressão de 2007, Juanita (voz), Fa Feo (guitarra), Angelito (baixo), Aníbal (teclas) e Rafa (bateria), regressam este ano para que entendamos melhor como é que se tornaram uma das bandas referência da editora norte-americana Dead Beat Records, por quem viram o seu álbum editado.
Mais maduros, rodados, vão ser uma das grandes bandas do Barreiro Rocks 2008. Venga!
Fast Eddie & The Riverside Monkeys
Ontem, numa grande superfície, comprei uma centrifugadora. Ali havia de tudo. A dez metros, num escaparate, cd’s a granel, baratos. Aproveitei para comprar Tom Waits, Screamin’ Jay Hawkins, Birthday Party, Howlin’ Wolf, Gun Club. Corri até casa e, já instalado, a aparelhagem não funcionou…
Desolado, enfiei os cd’s na centrifugadora e preparei um scotch, dois, três, meia-garrafa, e, esperei pelo (re)sumo. Passadas horas acordei com um riff de guitarra pegajoso e alguém berrando: “Baptize me in wine!”.
No dia 15 de Novembro, a última do Barreiro Rocks 2008, começa assim: arrepiante.
Murdering Tripping Blues
O nome Murdering Tripping Blues define-se por si mesmo. A energia e emoção de um crime passional, estados alterados de consciência e a alma enlameada pelo blues. O projecto vai beber às águas lamacentas do Mississipi, ao crime, ao sexo, à rebeldia, a tudo o que nasce do impulso, da libertação. Henry Leone Johnson liberta-se nas guitarras e voz, Johnny Dynamite na bateria e Mallory Left Eye teclas e voz.
Com “Knocking At The Backdoor Music”, album editado este ano, vêm ajudar-nos a perceber porque é que, em Portugal, o rock’n’roll continua vivo e de boa saúde.
AFTER-PARTYS
Les Triple
Les Triple são um duo (mas parecem mais), são irmãos, são portugueses e são do cacete!
Nuno (guitarra e voz) e Rui Silva (bateria) não vêm de Akron, New York ou Detroit, vêm de Barroselas, Viana do Castelo. Como é apanágio do nosso festival, o melhor fica para o fim. Há quem diga que o melhor do Barreiro Rocks são as after-partys e é bem possível que este ano seja mesmo assim... outra vez.
Dia 14 de Novembro vamos conferir com os Les Triple!
Los Santeros
Conjunto mítico do “under-desert” Mexicano, formado em 1977, LosSanteros invadiram a Europa faz agora, neste preciso minuto, 11 anos.
Nickie Santero; Chicken “Birdie” Joey e Fast “Eddie” Nelson, juntaram-se em Chihuahua, México, com uma única ideia na cabeça: Beber e tocar rock’n’roll – sempre por esta ordem.
Depois da morte de Fast Eddie, da apropriação indevida de todos os bens da banda por parte de Nick, e da descida vertiginosa de Chicken ao sub-mundo do álcool, droga e zoofilia, a banda reagrupou-se e decidiu permanecer em Portugal.
Los Santeros são art-surf; novo-riquismo-mariachi; slow-punk; death’n’roll pontilhista e a melhor desculpa do mundo para beber uns copos.
DJ Shimmy
Todas as festas serão abrilhantadas por DJ SHIMMY (NY), um americano louco que faz sets exclusivamente com singles em vinil, e que passará clássicos soul, garage e rock’n’roll capazes de fazer dançar o mais empedernido.
Fonte: Barreiro Rocks
Foto: Os Pontos Negros













