Março MulherComeça esta semana na Academia Problemática e Obscura em Setúbal

Por Jornal Rostos
Dia 5 de Março - quinta-feira, às 21:30 horas
Debate sobre As Mulheres Artistas do Século XX, por Ana Sofia Gomes; Ivanoela Povoas e Susana Patronilho, discentes do Curso de Promoção Artística e Património da Escola Superior de Educação de Setúbal – IPS.
"Serão os homens e as mulheres iguais?
O termo "arte feminina" é visto de forma pejorativa?
A arte da mulher é uma reacção ao máximo?
São algumas das questões subjacentes a esta apresentação, que surgiu em contextos académicos, sendo agora apresentada publicamente, com o objectivo de fomentar a reflexão e a consciencialização dos cidadãos para esta temática."
Ana Sofia Gomes; Ivanoela Povoas e Susana Patronilho
Inauguração da exposição "Mulher, como se pode não ser mulher?"- por Fátima Madruga.
Fátima Madruga nasceu em Santa Luzia do Pico, em 1955.
Começou a pintar em 1988 e durante 20 anos fez gravação em marfim – scrimshaw.
Até agora tem trabalhado a tempo inteiro nestas duas artes, expondo sobretudo em Portugal, em vários locais, incluindo Lisboa, Açores, Madeira e também na Galiza.
Recebeu alguns prémios e tem o seu trabalho representado em colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro, no qual o seu trabalho enquanto gravadora se salienta.
"Mulher, como se pode não ser mulher?
Acho que o grande defeito das relações entre géneros é não sermos todos naturalmente femininos.
Os homens femininos não têm que ser fêmeas, mas têm que saber compreender a sua mulher interior, para não criar rivalidades com o lado masculino das suas maiores amigas, as suas mães e as mães dos seus filhos. Porque todos somos mães se quisermos, não é preciso ter um útero, para sentir o calor e o valor do amor mais verdadeiro: o que apenas dá, que se basta e não tem fim.
Esta pequena mostra não é quase nada comparado com o que me vai por dentro. Ser mulher é o futuro de todos nós, porque a verdadeira mulher não é submissa nem ameaçadora, mas a que cria. Sim, acho que ser mulher é ser homem sem se sentir dominador e ser pessoa, sem se sentir dominada.
Os homens verdadeiros choram e as mulheres a sério enfrentam o perigo.
Eu tenho um sonho: homens e mulheres de mãos dadas, na roda planetária do amor inocente."
Fátima Madruga
Dia 6, sexta-feira, às 21:30 horas
Debate com Regina Marques e Isabel Rebelo, sobre Os feminismos, as suas potencialidades e constrangimentos – das teorias às práticas e como a prática determina as ideias e Da igualdade de oportunidades à Igualdade de Género – mudar de “óculos” para ver que melhor é possível.
Na longa caminhada para a igualdade entre mulheres e homens o que querem alcançar os movimentos de mulheres, quais as suas “ utopias”, que novos possíveis querem construir, que mudanças de paradigma no quotidiano e de mulheres e homens.
Partindo da um breve encontro com a fala de algumas destas mulheres, vamos partilhar formas concretas de re-olhar o mundo à nossa volta e identificar as desigualdades género, bem como perceber como as velhas “lentes”do “sempre foi assim” e algumas “armadilhas do pensamento”nos impedem de ver que um mundo melhor é possível.
Isabel Rebelo, sócia fundadora da cooperativa SEIES, coordenadora do Centro de Cidadania Activa. Consultora em igualdade de género no desenvolvimento comunitário. Co-autora de várias publicações sobre a integração da perspectiva de género na formação profissional.
Regina Marques, psicóloga e professora da ESE – IPS. Doutorada em Ciências de Comunicação. Tem várias publicações na temática dos feminismos. Membro do Concelho Nacional e da Direcção Nacional do MDM.













