Alcácer do SalPortugueses e espanhóis negoceiam futuro da fileira da pinha e do pinhão
O futuro sucesso da fileira da pinha e do pinhão poderá depender de uma estratégia centrada na cooperação entre Portugal e Espanha, no aumento da produtividade do pinhal nacional e na promoção do consumo de pinhão ibérico, com origem certificada. Estas são algumas das ideias expostas na I Jornada Ibérica da Pinha e do Pinhão, às quais se juntam as declarações de António Rego, Presidente da Autoridade Florestal Nacional, admitindo na sessão de encerramento dos trabalhos de ontem, que “este sector não tem tido por todos, a começar pelos governos, a consideração que merece”, garantindo, por isso, “transmitir as preocupações dos profissionais ao secretário de Estado” da tutela.

Por Jornal Rostos
Organizada pela ANSUB-Associação de Produtores Florestais do Vale do Sado, e pela UNAC – União da Floresta Mediterrânica, com o apoio da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, o encontro, que reúne nesta cidade mais de centena e meia de profissionais do sector, representantes de 85 por cento da produção mundial, termina hoje com negociações entre portugueses e espanhóis e ontem passou em revista os dados conhecidos sobre a última campanha nacional.
Estes apontam para 40 mil toneladas de produção de pinha, um valor abaixo da média e ainda consequência da seca de 2005. Paralelamente, de acordo com as informações disponíveis, nomeadamente provenientes do primeiro inquérito à produção efectuado, enquanto que a área de pinheiro manso tende a aumentar, o seu preço sofreu em 2008 o primeiro decréscimo desde 2001. Ao contrário da realidade espanhola, a apanha da pinha em Portugal é maioritariamente manual, embora o pinhão, em grande parte exportado para Itália e Espanha, represente quatro por cento do valor total das exportações de frutos secos.
Mas, os dois países partilham muitas das preocupações do sector. Desde logo o roubo e mercado negro de pinha, as lacunas em termos de dados estatísticos credíveis, a deficiente organização da fileira e a ausência de uma estratégia de marketing específica para o consumo de pinhão.
Uma das apostas para contrariar estes problemas é o processo de registo da DOP – Denominação de Origem Protegida de “Pinhão de Alcácer do Sal” para a totalidade do pinhão nacional. O caderno de especificações está concluído, partindo-se agora para a constituição de um grupo de produtores que sirva de requerente dessa denominação que, nas palavras de Pedro Silveira, presidente da ANSUB, servirá de protecção contra “práticas conducentes a imitações, concorrência desleal, usos indevidos e abusos”.
Outras das propostas em análise passaram por reivindicar que se confira à pinha e ao pinhão o enquadramento de fileira prioritária no âmbito do Proder e ainda apostar na conversão do pinhal bravo em pinhal manso, devido à proliferação do nemátodo, uma doença que afecta o pinheiro bravo.
Estes apontam para 40 mil toneladas de produção de pinha, um valor abaixo da média e ainda consequência da seca de 2005. Paralelamente, de acordo com as informações disponíveis, nomeadamente provenientes do primeiro inquérito à produção efectuado, enquanto que a área de pinheiro manso tende a aumentar, o seu preço sofreu em 2008 o primeiro decréscimo desde 2001. Ao contrário da realidade espanhola, a apanha da pinha em Portugal é maioritariamente manual, embora o pinhão, em grande parte exportado para Itália e Espanha, represente quatro por cento do valor total das exportações de frutos secos.
Mas, os dois países partilham muitas das preocupações do sector. Desde logo o roubo e mercado negro de pinha, as lacunas em termos de dados estatísticos credíveis, a deficiente organização da fileira e a ausência de uma estratégia de marketing específica para o consumo de pinhão.
Uma das apostas para contrariar estes problemas é o processo de registo da DOP – Denominação de Origem Protegida de “Pinhão de Alcácer do Sal” para a totalidade do pinhão nacional. O caderno de especificações está concluído, partindo-se agora para a constituição de um grupo de produtores que sirva de requerente dessa denominação que, nas palavras de Pedro Silveira, presidente da ANSUB, servirá de protecção contra “práticas conducentes a imitações, concorrência desleal, usos indevidos e abusos”.
Outras das propostas em análise passaram por reivindicar que se confira à pinha e ao pinhão o enquadramento de fileira prioritária no âmbito do Proder e ainda apostar na conversão do pinhal bravo em pinhal manso, devido à proliferação do nemátodo, uma doença que afecta o pinheiro bravo.













