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Protecção Civil - SetúbalInstalação de sismógrafo nos Bombeiros Sapadores de Setúbal

Um sismógrafo, instalado hoje de manhã no quartel da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (CBSS), vai passar a registar a actividade sísmica no Concelho, classificado de risco moderado/elevado.

O equipamento, o primeiro a ser montado na cidade e que está programado para gravar apenas a actividade sísmica que ocorra na intensidade 2/3 na Escala de Mercalli, vem colmatar uma lacuna existente em Setúbal e traduz-se numa mais-valia para a protecção e prevenção em caso de risco de sismo.

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Protecção Civil - Setúbal Instalação de sismógrafo nos Bombeiros Sapadores de Setúbal

Por Jornal Rostos

“Trata-se de um sismógrafo especial que só regista a parte mais sensível dos sismos”, esclarece Carlos Sousa Oliveira, professor no Instituto Superior Técnico e consultor da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC).

O sismógrafo, explica o professor, instalado no quartel da CBSS, “um espaço de excelência, onde a informação está sempre disponível, 24 horas por dia, durante toda a semana”, apresenta ainda uma vertente mais educacional.

“A informação recolhida por este aparelho vai ser um importante contributo para o estudo dos sismos nesta zona, complementando a carta sismológica de Portugal”, adianta.

O moderno aparelho, cujos registos são feitos num formato digital, fica ligado a uma rede nacional de sismógrafos, transmitindo automaticamente informações para um centro de recolha deste tipo de dados, localizado em Lisboa.

“O equipamento, totalmente independente, vai estar ligado através de uma linha telefónica dedicada ou através da internet, relatando toda a actividade sísmica relevante sem necessidade de intervenção de um técnico no terreno”, frisa o consultor da ANPC.

A zona de Setúbal, que apresenta um risco de sismo moderado/elevado, registou os dois sismos de amplitude mais elevada nos anos de 1858 e 1969. “O primeiro, foi muito sentido na cidade e teve um epicentro muito próximo. Já o mais recente, foi sentido pela população mas teve o epicentro a mais de 300 quilómetros da cidade”, indica Carlos Sousa Oliveira.

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