Setúbal figura no livro do GuinnessSubindo para 6340 quilos a fasquia do recorde mundial da sardinhada
Na iniciativa promovida pela Câmara Municipal e pela empresa MCG estiveram presentes, no Largo José Afonso, cerca de 25 mil pessoas, que quiseram participar no evento que estabeleceu a nova marca mundial e, naturalmente, aproveitar para saborear as centenas de milhares de sardinhas apanhadas propositadamente ao longo da costa setubalense.

Por Jornal Rostos
Para que o recorde fosse batido foram necessárias quase oito horas, mais de três toneladas de carvão, cerca de 40 assadores e um fogareiro com cem metros de comprimento.
Ao início da tarde a organização previa bater o recorde pelas 18h00, facto que se consumou apenas duas horas mais tarde, pois o ritmo a que as sardinhas saíam para os pratos teve que ser abrandado devido às altas temperaturas sentidas junto das brasas, o que dificultou o trabalho dos assadores.
Embora o período oficial definido para a prestação da prova fosse das 12h30 às 20h30, o Largo José Afonso esteve sempre ocupado por uma multidão, tendo os cerca de 2500 lugares e os 23 mil pratos de plástico sido poucos para o interesse que o evento despertou.
Ao soar da buzina que deu o sinal de partida para o recorde, os presidentes da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, e do Vitória Futebol Clube, Fernando Oliveira, colocaram as primeiras sardinhas a assar, seguindo-se o som do estalar do sal que regou a pele de centenas de peixes a entrar em contacto com as restantes grelhas a escaldar.
Momentos antes, Maria das Dores Meira havia sublinhado que “Setúbal é uma grande terra, que sabe servir bem, sendo o dia de hoje uma prova disso”, realçando, ainda, que a atribuição à cidade deste recorde é sinal da relação próxima do concelho sadino com o mar.
Já Fernando Oliveira sublinhou que o evento, integrado nas comemorações do centenário do Vitória Futebol Clube, “é uma grande iniciativa, para um grande clube e uma grande cidade”.
Várias personalidades, como o presidente do CDS/PP, Paulo Portas, o jogador do Vitória de Setúbal Sandro e vereadores do Executivo municipal, passaram pelo recinto durante o dia, associando-se ao recorde que haveria de ser batido.
Ao longo do dia, além dos visitantes setubalenses, juntaram-se ainda autocarros com centenas de pessoas provenientes de localidades de vários pontos do País.
Os jovens Ricardo e Tiago ainda tiveram que aguentar um bom bocado para serem servidos, “mas a espera valeu a pena”. Ricardo explicou que aquele era “só o início” e que a família ainda ia aparecer durante a tarde. “Vamos ficar até ao fim.”
Se era a confusão aquilo que a família de Ricardo e Tiago queria evitar, tal não deve ter sido conseguido em pleno. Ao longo da tarde, sem interrupção, as pessoas não pararam de chegar ao pé dos fogareiros para que fossem servidas com mais uma dose de sardinhas.
Filipa Mendonça, que passou a tarde no Largo José Afonso com toda a família, confessou que “já esperava um dia assim”, ainda por cima as sardinhas estavam “boas, gordas e saborosas, como só em Setúbal se fazem”.
Qualidade comprovada pelo assador “Nhocas”, que sustenta que a melhor técnica para assar a sardinha “é em lume brando, aconchegado com um pouco de cinza”.
Eduardo Fernando, um dos muitos voluntários que se juntaram à equipa de assadores e à organização, encarou sempre com ânimo e alegria a participação no feito. Ao início da tarde estava seguro de que o recorde seria claramente alcançado. E não se enganou.
Com o anúncio, pela 20h15, de recorde superado, o certificado do Guinness foi entregue ao presidente do Vitória, clube que já ostenta o galardão na sala de troféus.
O recorde anterior pertencia aos Estados Unidos da América, mais precisamente à cidade de Miami, onde a fasquia havia sido colocada em “apenas” 5810 quilos de produto de mar cozinhado ao ar livre.













