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A TERTÚLIA «VELHO BARREIRO»BARREIRO FRATERNO

Para quem nasceu, cresceu ou viveu no Barreiro Velho, o Encontro Anual da Malta do Largo do Casal, é um acontecimento relevante, transcendendo o fraternal convívio e o reencontro amistoso que se realiza sem interrupção há 28 anos.

Este ano foi homenageado um dos membros fundadores da tertúlia anual, o Valdemar Nogueira, falecido em Dezembro último. Um homem bom e fraterno que simboliza o barreirense de matriz popular e progressista, construtor anónimo da identidade desta terra ímpar, de muita gente «de antes quebrar que torcer».

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A TERTÚLIA «VELHO BARREIRO» BARREIRO FRATERNO

Por Jornal Rostos

Valdemar Nogueira foi um democrata esclarecido, participante da luta associativa e cultural antifascista (participou no MUD Juvenil, foi coo -organizador dos Jogos Juvenis do Barreiro, dirigente nos «Penicheiros», árbitro de futebol voluntarioso).Era um ser fraterno e solidário empenhado na organização do convívio anual, sempre com uma palavra amistosa, um homem preocupado com a sua terra e com o estado em que se encontra a zona histórica.

A degradação urbanística, as casas emparedadas ou destruídas, as zonas afectadas pelos fenómenos marginais (droga, alcoolismo) a difícil integração das minorias étnicas, deixam entristecidos os corações dos homens que aqui nasceram e viveram a infância e a juventude. Sem saudosismos de um tempo da grande produção industrial baseada na
super exploração do trabalho, temos a clara consciência de que a opção «europeísta» dos governos liberais pós revolução de Abril, conduziu à destruição do tecido produtivo e ao empobrecimento do Barreiro laborioso.

Na actual situação, com a ditadura capitalista dos ricos (Alemanhasobretudo!) e a submissão de «cócoras» do governo de Sócrates aos seus ditames, abandonando projectos estruturantes, ainda mais se agrava a Situação regional, tornando mais difícil a recuperação e o progresso. Exortamos os barreirenses a recusarem-se a «empobrecer alegremente», como nos tentam convencer os arautos do regime, contribuindo com a sua vontade crítica para a construção de um Barreiro novo, estrategicamente sustentado, no respeito pela nossa memória colectiva património histórico.

Texto Tertúlia Barreiro Velho

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