Festas do Moinho de Maré da Mourisca - SetúbalUm espaço propício para «recarregar baterias para o resto do ano»
Saladas de ovas e de polvo, choco frito, ostras, amêijoas, moelas e pipis foram alguns dos pitéus mais apreciados na festa, promovida pelas juntas de freguesia do Sado e de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal.

Por Jornal Rostos
Além da gastronomia, durante os três dias do programa, o evento contou com a realização de concursos de culinária, doçaria e de licores, jogos populares, com uma prova de malha corrida e um torneio de chinquilho, passeios pedestres e de BTT e uma demonstração de kick-boxing.
A animação musical da décima primeira edição das XI Festas do Moinho de Maré da Mourisca foi marcada pelo reforço na actuação de ranchos folclóricos e de bandas filarmónicas, contando ainda com espectáculos de danças de salão a mostrar os ritmos quentes do tango, do mambo, da rumba, do pasodoble e do jive. Os bailes encerraram a animação musical nos três dias do certame.
A vereadora Carla Guerreiro destacou, na cerimónia de inauguração oficial, sexta-feira à noite, “as qualidades únicas” do certame, que decorre num “cenário de grande beleza e que revela a Reserva Natural do Estuário do Sado e um moinho centenário”.
A autarca indicou que este tipo de certames mostra a grande riqueza cultural do Concelho, assente nas tradições populares e “na partilha da alegria entre todos os participantes”.
O presidente da Junta de Freguesia do Sado, Manuel Véstias, assinalou “a qualidade da festa e dos visitantes”, que resulta “de um juntar de vontades entre Câmara Municipal e juntas de freguesia”, numa oportunidade para “todos os setubalenses conhecerem o que de melhor se faz nesta zona – a boa gastronomia e o são convívio”.
O envolvimento do movimento associativo foi enaltecido pelo presidente da Junta de Freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, Luís Custódio, salientando que essa realidade torna possível a realização de uma festa que “já faz parte da agenda de milhares de visitantes”, que encontram um espaço propício para “recarregar baterias para o resto do ano”.
Luís Custódio agradeceu, ainda, a ajuda dos funcionários das duas juntas de freguesia e a colaboração da Câmara Municipal ao dotar o espaço com novos stands, “todos com a mesma tipologia”, o que ajuda a harmonizar o espaço, “tornando-o ainda mais agradável”.
Vinhos e licores, enchidos, mel, artesanato, bijutaria e mobiliário foram alguns dos produtos regionais à venda nos pavilhões, entre os quais também se encontraram as presenças institucionais das autarquias e das colectividades locais.
A feirante Susana Calixto Porfírio, vendedora de mantas, mobílias e objectos de barro antigos, “primeiro como visitante e depois como comerciante”, afirmou registar a evolução do certame de “ano para ano”, situação revelada pelo tipo de visitantes, apontando a presença de um grupo grande de italianos, “uma prova de que as entidades responsáveis se preocupam cada vez mais com a divulgação da festa”.
Deonilde Cruz, feirante num stand de rifas para angariação de fundos para o Grupo de Danças e Cantares Regionais do Faralhão, assinalou a qualidade da “maior festa da zona”, que funciona como “um grande encontro entre famílias”, onde todos os habitantes se sentem satisfeitos num “cantinho com gosto em receber e mostrar as tradições da terra”.













