Estudo revela opinião dos FarmacêuticosFarmacêuticos essenciais no aconselhamento e informação a doentes
Por Jornal Rostos
No nosso País, o estudo foi realizado em parceria com o CEFAR (Centro de Estudos e Avaliação em Saúde) e contou com o apoio institucional da Ordem dos Farmacêuticos.
Este é o primeiro projecto internacional em que o CEFAR se envolve e o primeiro estudo web-based. Tendo como finalidade conhecer as expectativas e necessidades destes farmacêuticos relativamente à sua profissão, o estudo demonstra que 55 por cento dos farmacêuticos portugueses considera que a profissão está pior do que há 5 anos embora 90 por cento expresse satisfação relativamente à sua carreira. Um valor partilhado pelos farmacêuticos dos países inquiridos (54 por cento).
Relativamente à qualidade da prestação de cuidados de saúde em cada país, os resultados mostram que, em Portugal, cerca de 56 por cento dos farmacêuticos consideram que este serviço encontra-se pior do que há 5 anos. No total, 4 em 10 (43 por cento) acredita que o sistema de saúde no seu país é pior agora.
Quando questionados sobre os maiores desafios enfrentados actualmente pelos farmacêuticos Portugueses, 51 por cento responderam que é a falta de reconhecimento como profissionais de saúde / preocupação em manter a reputação da Farmácia e as questões relacionadas com controlo de preços, comparticipações, alterações legislativas e genéricos.
As condições e a carga de trabalho, assim como a burocracia, as questões associadas a diferentes entidades comparticipadoras, a competição e a viabilidade económica são as componentes apontadas pelos farmacêuticos em Portugal como sendo as mais desfavoráveis do seu trabalho (81 por cento). Por outro lado, o contacto com os doentes e a possibilidade de ajudá-los é a componente do trabalho que mais agrada a estes profissionais no País (88 por cento), sendo mesmo o impacto positivo que geram nos doentes e o reconhecimento que têm junto destes o aspecto mais importante na satisfação profissional.
Mais de 9 em cada 10 farmacêuticos (93 por cento) concorda que, mais do que nunca, espera-se que os farmacêuticos transmitam mais informação e aconselhamento e 95 por cento considera que os doentes pedem cada vez mais medicamentos e tratamentos específicos.
Cerca de 76 por cento dos farmacêuticos Portugueses refere que já disponibiliza programas de promoção da saúde e gestão da doença / terapêutica, 96 por cento considera que contribuem para poupanças para o sistema de saúde e 94 por cento refere que o alargamento destes programas deveria ser uma prioridade governamental.
Oito em cada dez farmacêuticos Portugueses revelam que a carga de trabalho aumentou significativamente devido à prestação de serviços farmacêuticos além da dispensa de medicamentos. Uma convicção partilhada por 77 por cento dos farmacêuticos em Portugal, sendo que 74 por cento considera que não é devidamente recompensado por esta prestação.
Os principais factores críticos de sucesso para a próxima geração de farmacêuticos passam pelas competências e formação e por prestar mais e melhores serviços aos doentes.
A substituição genérica foi a medida de controlo de custos mais importante, referida pelos farmacêuticos portugueses, que influencia o que dispensam ao doente no momento da dispensa de um medicamento.
Cerca de 85 por cento dos farmacêuticos em Portugal têm uma opinião favorável quanto à prescrição electrónica de medicamentos. Um resultado semelhante à convicção dos farmacêuticos dos EUA (78 por cento) a da Austrália (70 por cento). 91 por cento dos inquiridos no País reconhece que a prescrição electrónica permitiria poupar tempo e reduzir custos.
Em relação à contrafacção de medicamentos, 68 por cento dos farmacêuticos em Portugal considera que é um problema sério no País.
Os resultados globais deste estudo são um contributo precioso para a discussão em torno do futuro da profissão farmacêutica, um dos temas centrais em debate no congresso da Federação Internacional Farmacêutica.













