PalmelaDescobrir uma colina onde a história e a natureza se cruzam no olhar e no pensamento
. Dia 5 de Setembro, pelas 10 horas, Cortejo dos Camponeses e Pisa das Uvas
Faça uma paragem, tire um dia e vá até Palmela. Quando chegar a Palmela, pare no centro, no Largo de S. João e dê um passeio.
Visite a Casa Mãe – Rota dos Vinhos da Península de Setúbal. Pode descansar um pouco na esplanada ao sabor das deliciosas queijadas de moscatel ou de laranja e acompanhe com o aroma inconfundível de um Moscatel de Setúbal.

Por Jornal Rostos
Depois, visite o Teatro de S. João, uma sala de referência, de autoria do arquitecto Willy Braun. Admire os azulejos. Observe a decoração dos interiores com a arte do estuque, do Mestre Manuel Marques Dias – um registo de grande significado de Art Deco. Em seguida, pode caminhar calmamente. É um exercício agradável, percorrendo as ruas até ao centro histórico. Um verdadeiro reencontro com a História.
Na sede da Câmara Municipal de Palmela pode visitar o Salão Nobre, decorado com soberanos de Portugal desde D. Henrique a D. Manuel I. Para fechar este passeio suba, devagar, até ao Castelo de Palmela - Monumento Nacional - que foi sede da Ordem de Santiago até à sua extinção, em 1834. Aqui, sentimos Palmela na sua sublime beleza. O olhar perde-se na distância.
De um lado o Rio Tejo, do outro lado o Rio Sado. Ali, no centro da Serra da Arrábida, como uma torre de vigília das planícies do Sado e do Tejo. Sinta as memórias do tempo e a natureza e não se esqueça da máquina fotográfica. Visite uma exposição de artesanato num espaço de Cecília Silva, onde os trabalhos de azulejaria, cerâmica artística permitem sentir a paixão das tradições.
Visite a Igreja de Santiago e percorra os terraços. Se tiver a coragem de subir até à Torre de Menagem do Castelo, viverá por dentro o lugar onde esteve preso o Bispo de Évora, D. Garcia de Meneses, acusado de conspiração contra o rei D. João II. Mas, ali, pode desfrutar das mais belas paisagens, da imensa bacia hidrográfica do Rio Tejo, Lisboa – as duas pontes – e a bacia hidrográfica do Tejo, Setúbal, Tróia e o Parque Natural da Arrábida.
Terminada a visita, facilmente encontra um local onde recuperar energias, saboreando a sopa «Caramela» e uma «Galinha Acerejada». A fechar um arroz doce com leite de ovelha. Tudo regado com os bons vinhos de Palmela (Periquita).
E por aqui nos ficamos, nesta sugestão para um dia de férias, ou, para qualquer outro dia do ano. Acredite, vale a pena uma visita a Palmela, para estar por lá, percorrer os espaços, e, por fim, pensar que descobriu uma colina onde a história e a natureza se cruzam no olhar e no pensamento.
António Sousa Pereira
http://noticias.sapo.pt/especial/verao_2010/2010/08/30/palmela/index.html













