Festival da Ostra em SetúbalOriginalidade está patente na ementa apresentada
A originalidade está patente na ementa apresentada nesta casa que faz da ostra a grande anfitriã, ao natural, gratinada, à Bulhão Pato, com gengibre, em tempura ou com vinagre balsâmico.

Por Jornal Rostos
“Estas são ostras para quem não gosta de ostras”, brinca o proprietário de “A Champanheria”, Mário Brito Pinheiro, colocando sobre a mesa quatro propostas inovadoras de confeccionar a ostra portuguesa – a Crassostrea angulata.
O empresário e também sócio da Sapalsado, empresa produtora de ostras, considera o “Festival da Ostra”, no qual se integra a acção “Aqui Há Ostra”, um exemplo das iniciativas a seguir.
“Queremos que todos se juntem à volta do mesmo, neste caso da ostra, sem ‘ostracizar’ ninguém”, graceja, acrescentando que o objectivo é que este certame seja “divertido, despretensioso, amigável”.
A criação de um centro de depuração e de investigação de bivalves é uma das ambições de Mário Brito Pinheiro, que gostava de ver a ostra como produto de denominação de origem protegida, à semelhança do Queijo de Azeitão e dos vinhos da região.
“A Crassostrea angulata é conhecida em todo o mundo. Em França, nos Estados Unidos da América, no Japão, todos sabem que a Crassostrea angulata é a ostra portuguesa”, refere, salientando a importância da denominação de origem protegida.
Até lá, fazer uma abordagem que não seja meramente comercial, divulgando a ostra “o mais possível”, com iniciativas como o “Festival da Ostra”, uma parceria da Câmara Municipal de Setúbal com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade/Reserva Natural do Estuário do Sado.
Até domingo, a ostra continuam “à prova” noutros restaurantes da cidade, com outras sugestões no menu, como gratinadas e à setubalense.
No restaurante “O Miguel”, a ostra ao natural é a mais pedida como entrada, acompanhada por espumante seco.
“As ostras não devem ser só comidas ao natural”, aconselha o proprietário, que sugere ainda a marinada de ostras, à Bulhão Pato, gratinadas ou à setubalense, “para quem não aprecia o sabor da ostra crua”.
“O Convés”, “O Marinheiro”, “Baluarte da Avenida”, “Estuário do Sado”, “O Bocas”, “O Cupido”, “O Miguel” e “O Fernando” são alguns estabelecimentos que apresentam, nos respectivos menus, uma variedade de pratos de ostras.
“Xica Bia”, “Hotel do Sado”, “Pérola da Mourisca” e “Made in Café” completam a lista de restaurantes participantes.
É com “Ostras e Champanhe – Jazz em Setúbal” que o certame termina no domingo, num jantar no Hotel do Sado, a partir das 19h00.
As inscrições podem ser feitas pelo telefone 265 542 800.













