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COLÓQUIO EM SETÚBALAPELA À PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA VIDA ASSOCIATIVA

Representantes de colectividades como a Associação Caboverdiana de Setúbal, a Associação de Angolanos e Amigos de Angola, o Grupo Desportivo Independente ou a Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de S. Sebastião participaram no sábado, dia 16, no Colóquio “As Mulheres e o Movimento Associativo”.

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COLÓQUIO EM SETÚBAL APELA À PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA VIDA ASSOCIATIVA

Por Jornal Rostos

A iniciativa conjunta do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) e da Junta de Freguesia de S. Sebastião decorreu durante a tarde no Auditório Germano dos Santos Madeira e reflectiu sobre a importância das mulheres participarem na vida associativa, apesar das dificuldades que ainda sentem em conciliar a vida profissional e pessoal com o associativismo e do preconceito que subsiste em relação às mulheres que ocupam cargos de direcção nas colectividades.

A oradora Regina Marques, Professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal e membro da Direcção Nacional do MDM, realçou que “as mulheres são uma força social importante” e “existem muitas razões para se associarem, porque ainda há muito por fazer”. Uma convicção partilhada por Anita Vilar, Médica Psiquiatra e Presidente da Associação de Direito e Justiça de Setúbal, que crê que “as mulheres, se se unirem, não vão permitir que a situação que se vive em Portugal descambe ainda mais”. “As mulheres estão envolvidas em tudo o que os homens estão, só que não são reconhecidas socialmente”, lamentou Graça Andrade, Técnica Superior de Sociologia e membro da Assembleia de Freguesia de S. Sebastião, apelando, contudo, a que não desistam de se envolver e de lutar porque “o movimento associativo tem muito poder”.

Durante o colóquio, as mulheres ligadas ao associativismo presentes na assistência partilharam as dificuldades sentidas. Felismina Mendes, presidente da Associação Caboverdiana de Setúbal, reconheceu que uma mulher que ocupa um cargo de direcção numa colectividade sente “uma grande frustração”. “Desdobramo-nos e, por vezes, não sentimos por parte da sociedade um reconhecimento do que fazemos”. O mesmo sente Madalena Lopes, presidente do Grupo Desportivo Independente, que constata que uma mulher, quando tenta obter apoios para a sua colectividade, “recebe mais facilmente um “não” do que um homem”. Apesar das dificuldades, a Presidente da Assembleia Geral da Associação de Angolanos e Amigos de Angola, Leonor Pereira, realçou que, quando as mulheres começam a envolver-se no associativismo, “não param”.

Para além do Colóquio, moderado pela Secretária do Executivo da Junta, Mónica Leitão, e que contou também com a presença da Tesoureira do Executivo, Paula Lopes, a tarde ficou ainda marcada pela abertura da Exposição “Centenário do 8 de Março”, que vai ficar patente no Auditório da Junta até ao dia 22 de Outubro, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. A mostra faz uma retrospectiva da luta das mulheres pelos seus direitos nos últimos 100 anos e realça o papel de mulheres como a alemã Clara Zetkin, pioneira do 8 de Março, ou Maria Lamas, ex-dirigente do MDM.

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