Domingos SolidáriosPor Aliete Matias
Barreiro

Por Jornal Rostos
São jovens, sem nenhuma organização a ditar-lhes os gestos, para além da sua própria vontade de serem solidários.
Solidariedade traduzida em disponibilidade, roubada aos seus tempos livres, para fazer e dar de comer a quem, nos dias de hoje, já pouco ou nada têm para comer.
Organizam-se entre si, partilhando tarefas, e carregam panelas cheias de sopa e o que mais conseguirem, para a porta do Mercado, onde vão distribuindo a quem se aproximar com fome, ou apenas com necessidade de uma palavra que lhes roube um pouco da solidão dos seus dias.
Há sete domingos que o fazem com os meios de que dispõem. Hoje tiveram o apoio de quem lhes abriu a porta do Mercado, facultando-lhes água, electricidade e os sanitários. Uma ajuda solidária à sua solidariedade.
Ficam ali, as manhãs de domingo, distribuindo pratos de sopa quente.
Alegria partilhada. Prazer sem limites de se sentirem úteis.
Aliete Matias
Foto - Carlos Guinote













