Semana Bio SetúbalGastronomia com produtos naturais
“Queremos mais clementinas. Estão tão boas!” O pedido foi feito por uma jovem a um dos produtores presentes no certame, no Parque do Bonfim, no âmbito da 3.ª edição da Semana Bio Setúbal, organizada em parceria pela Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, Câmara Municipal e Cáritas.

Por Jornal Rostos
Vítor Cunha, em representação da Urze Agricultura Biológica, garante que “nenhum dos produtos teve qualquer tipo de tratamento químico” e assegura que “uma das principais características é que o sabor é muito melhor” quando se compara este tipo de produção com a que se encontra regularmente nos mercados e grandes superfícies comerciais. “No tomate, por exemplo, isso é mais evidente.”
O primeiro cliente da manhã, Francisco Amado, comprou precisamente tomate, e, embora aponte que “os legumes naturais são ligeiramente mais caros”, adianta que tem a preocupação de comer produtos biológicos com frequência, uma vez que “são bem mais saudáveis e saborosos”.
A divulgação destas características dos produtos biológicos é precisamente um dos objectivos da iniciativa a decorrer no Parque do Bonfim, mas em causa está também o incentivo à alimentação saudável por parte da população.
Batatas, morangos, nabos, alcachofras, citrinos, alfaces, brócolos e azeite são alguns dos muitos produtos biológicos acessíveis no certame.
Na banca Alcides Henoch as batatas eram todas de calibre pequeno. Nada que estivesse relacionado com questões logísticas do produtor de Águas de Moura ou alguma estratégia de marketing específica. “Foi detectada uma doença e a colheita teve de ser feita mais cedo”, adianta Patrícia Noya.
“Isto porque não usamos qualquer tipo de tratamento químico para assegurar a qualidade dos produtos”, garante a representante da marca, acrescentando que o que está exposto ao público é bom e saudável.
A sazonalidade é outra contingência a que se está sujeito quando produtores e consumidores aderem ao mercado dos produtos biológicos. “Em breve vamos entrar no período dos citrinos”, adianta Cristina Almeida, do projecto “Prove – Promover e Vender”, também presente na iniciativa.
O “Prove” é um projecto de âmbito nacional em que pequenos produtores associados entregam os excessos de produção para depois serem comercializados em formato de cabaz.
“Os cabazes são encomendados pela internet, no site www.prove.com.pt, e depois as pessoas deslocam-se a locais específicos para ir buscar os produtos”, explica Cristina Almeida. “Só na região de Setúbal já fazemos cerca de 120 cabazes todas as semanas.”
Em paralelo ao mercado de produtos biológicos, patente até ao início da tarde de hoje, alunos do curso de Gestão e Produção de Cozinha da Escola de Hotelaria setubalense prepararam à vista do público que passou pelo Parque do Bonfim três tipos de sopas diferentes com produtos naturais.
Sopa moscavidense, uma sopa rica em legumes, capuccino de ervilhas, um creme com espuma de coentros, e creme de castanhas, em que o nome diz tudo, foram as sugestões de apresentadas.
Sara Marques, um dos alunos envolvidos da elaboração das sopas, garante que são receitas fáceis de confeccionar em casa e “extremamente saudáveis, pois têm alguns dos principais ingredientes da pirâmide alimentar”.
O programa da Semana Bio prossegue amanhã, entre as 09h30 e as 12h30, na Cúria Diocesana de Setúbal, na Praça Teófilo Braga, com o seminário “Alimentação Verde”. O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, a representante da FAO Portugal, Guilhermina Teixeira, o presidente da Agrobio, Jaime Ferreira, o chef Luís Baena e a nutricionista Ana Catraio participam no encontro ao qual se segue um buffet de sopas, às 13h00, no restaurante de aplicação da Escola de Hotelaria, no Parque do Bonfim.













