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Colóquio sobre Apoios Financeiros Comunitários pós 2013 em Santiago do CacémReforma da Politica Agrícola Comum discutida na Santiagro

“A Agricultura no Alentejo: Apoios Financeiros e o Futuro da PAC pós 2013” foi o tema do colóquio organizado pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém no âmbito da Santiagro 2011 que terminou ontem.

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Colóquio sobre Apoios Financeiros Comunitários pós 2013 em Santiago do Cacém Reforma da Politica Agrícola Comum discutida na Santiagro

Por Jornal Rostos

O colóquio que decorreu no sábado à tarde no Auditório Municipal António Chainho contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença, responsável pela sessão de abertura e do Vereador responsável pelo Desenvolvimento Económico, Álvaro Beijinha.
Os oradores convidados; o Director do Gabinete de Planeamento e Relações Comunitárias, IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas I.P, João Veloso que abordou os apoios financeiros para o sector agrícola.
Tema que foi reforçado pela intervenção de António Baião, da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

O último painel de debate esteve a cargo do Director Adjunto do Gabinete de Planeamento e Politicas do Ministério da Agricultura, Bruno Dimas que veio a Santiago do Cacém explicar o Futuro da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2013.

As negociações para a reforma da PAC vão arrancar brevemente e até ao final do ano serão apresentadas as propostas referentes à nova Politica Agrícola Comum.

Segundo Bruno Dimas, “é previsível que o orçamento da PAC venha a ter um valor igual ao orçamento actual”, adiantando que “a grande questão prende-se em saber como é que os dinheiros vão ser repartidos pelos Estados Membros que neste momento são 27 mas até 2020 poderão ser 30”.

O responsável espera que “ o pacote que vem para Portugal não venha a aumentar mas que também não seja inferior”.

A nova reforma da PAC prevê a introdução de novas medidas, adiantou o Director Adjunto do Gabinete de Planeamento e Politicas do Ministério da Agricultura.
“Prevê-se uma simplificação nas ajudas à pequena agricultura e as ajudas ao agricultor activo, que ainda não se sabe muito bem qual o seu conceito”, anunciou Bruno Dimas.
Neste momento existem também sectores da agricultura mais bem posicionados para receber mais apoios, caso da agricultura extensiva, os cereais e as produções de bovinos e ovinos.
O leite, tomate e o arroz estão neste momento mais fragilizados.
Ainda de acordo com o responsável, “em termos regionais o Alentejo tende a ser uma região mais bem posicionada para receber mais ajudas”.
Na sessão de abertura do colóquio, o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença explicou porque é que a autarquia decidiu voltar a debater a agricultura, explicando que “o país e a região tem uma grande capacidade do ponto de vista das produções e qualquer Governo tem que entender que a agricultura é decisiva para a saída da crise”.
Antes da abertura dos trabalhos, o autarca entregou o Prémio da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) – Empresa Solidária - à empresa Delta Box, sediada em Vila Nova de Santo André pelo reconhecimento do trabalho prestado em prol das causas sociais.

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