Paulo de Carvalho em Santiago do Cacém com «50 anos de carreira»

Por Jornal Rostos
Paulo de Carvalho actua na Quinta do Chafariz a partir das 22h00 num espectáculo onde vai apresentar o seu último trabalho “50 anos de carreira”.
Paulo de Carvalho é um nome incontornável na música portuguesa das últimas décadas.
De acordo com o cantor tem “feito o seu percurso profissional por fora do sistema, e nem sempre tem visto reconhecido o seu trabalho ou valorizada a sua condição de músico-compositor ou cantautor”.
O cantor diz que “ao povo português deve os principais êxitos de sua carreira porque foi ele que os escolheu deixando para trás muitos fazedores de opinião”.
A Casa da Praia; E Depois do Adeus; Gostava de Vos Ver Aqui; Nini dos Meus Quinze Anos; Dez Anos; Prelúdio (Mãe Negra); Um Beijo à Lua; Os Meninos de Huambo; Mulher é vida; O Fado; O Cacilheiro; Lisboa Menina e Moça; Os Putos
O Homem das Castanhas; Hino do Voluntariado; Sida Aparecida, são alguns dos temas mais conhecidos de Paulo de Carvalho.
Como intérprete já percorreu muitos caminhos e esteve em várias experiências. Duas vezes vencedor no Festival R.T. P. da Canção (Portugal – 1974 e 1977).
Prémios de interpretação nos Festivais de Slantchey Briag na Bulgária, Sopot (Polónia) e na Bélgica.
2º lugar em Viña Del Mar, (Chile - 1980).
Participação no último Festival Internacional do Rio de Janeiro (Brasil - 1972) e Festival da OTI, (Espanha).
Concertos em Espanha, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Reino Unido, Canadá, USA, Brasil, Macau, Senegal, Costa do Marfim, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, etc. 1993 “Música D’Alma” foi a sua primeira contribuição no campo da Lusofonia. Deste projecto musical e discográfico fizeram também parte, Tito Paris (Cabo Verde), Filipe Mukenga (Angola), Vicente Amigo (Espanha), entre outros.
São aliás preocupações culturais que o levam em 1985 a utilizar o FADO, (canção de Lisboa, a sua terra), como forma de combater a globalização que tem vindo a afectar as “Pequenas-Grandes” culturas menos divulgadas.
Tem tido uma participação muito activa na consolidação da democracia em Portugal. Foi aliás, uma canção cantada por si, “E Depois do Adeus”, que serviu como primeira senha no 25 de Abril de 1974, Revolução dos Cravos.
Como AUTOR-COMPOSITOR tem mais de 300 canções escritas, e é um dos membros da S.P.A.













