São Francisco da Serra em Santiago do CacémConcentração pela reabertura das extensões de saúde
Vítor Proença, presideente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém sublinha que é preciso ”combater a política que permite que grande número de cidadãos não tenha acesso a médico de família. Em Santiago do Cacém são 7.500 as pessoas sem médico de família, situação que se poderá agravar”.

Por Jornal Rostos
A população do concelho de Santiago do Cacém voltou ontem a sair à rua numa concentração que teve lugar no Largo da Junta de Freguesia de São Francisco da Serra, contra a “política de cortes cegos na saúde evidenciada com a proposta de encerramento dos postos médicos e extensões de saúde com menos de 1500 utentes sem qualquer critério associado às distâncias a percorrer pelos utentes, pelas condições socioeconómicas e envelhecimento das populações afectadas e sem salvaguardar a existência de uma rede de transportes públicos capazes de mitigar os efeitos destes encerramentos”.
Na concentração organizada pela Comissão de Utentes do Concelho de Santiago do Cacém com o apoio da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia de São Francisco, São Bartolomeu e Santo André estiveram o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença acompanhado pelos Vereadores da Câmara Municipal, Margarida Santos, José Rosado e Álvaro Beijinha, do Presidente da Assembleia Municipal e de vários presidentes de junta.
Para Vítor Proença é preciso ”combater a política que permite que grande número de cidadãos não tenha acesso a médico de família. Em Santiago do Cacém são 7.500 as pessoas sem médico de família, situação que se poderá agravar”.
O autarca sublinhou que ”o acesso a cuidados primários é fundamental, tendo em conta que contamos com uma população envelhecida. A ausência destes cuidados coloca em risco a saúde das populações”.
No final foi aprovada por unanimidade uma resolução em defesa do Serviço Nacional de Saúde e da prestação local de cuidados de saúde, criticando a política deste “Governo PSD/CDS que tem, contrariamente ao instituído na Constituição da República Portuguesa, tornado os cuidados de saúde pagos, escassos, de fraca qualidade e distantes das populações”.
A resolução refere ainda que é preciso “combater esta política que agrava as já precárias condições de acesso à saúde e empurra os doentes para as urgências hospitalares e para os serviços de saúde privados e reafirmar a necessidade de garantir a prestação de cuidados de saúde às populações do Litoral Alentejano e de melhorar o seu nível de qualidade através do reforço de recursos humanos, técnicos e logísticos”.













