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Moldura

«Braga à Mesa» é para continuarcomo promoção turística da cidade

O programa “Braga à Mesa”, de promoção turística concelhia através da gastronomia regional, «é uma iniciativa para repetir», até porque «registou grande adesão na maioria das unidades de restauração aderentes».

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Por Jornal Rostos

Quem o garante é o vereador do Turismo na Câmara Municipal de Braga, que adianta como razão o facto de o “Menu Braga à Mesa” ter registado uma procura acima das expectativas.
«Em reunião prévia com os proprietários dos restaurantes, decidira-se que os pratos a apresentar seriam o “Bacalhau à Moda de Braga” e “Rojões à Minhota” e que as “Papas de Sarrabulho” seriam a proposta para o mês de Novembro; num inquérito que promovemos, o evento é considerado uma mais-valia para a restauração bracarense, o que nos permite deduzir que os objectivos promocionais estão a ser conseguidos», justifica Vítor Sousa.
O autarca, que identifica a gastronomia como um dos produtos turísticos de que Braga deve continuar a lançar mão, aponta o mercado espanhol, particularmente o galego, como o mais receptivo a esta proposta.
Releva igualmente o crescente número de visitantes que a cidade regista no âmbito do designado turismo cultural, que dedica particular atenção ao património construído, razão também porque o programa “Braga à Mesa” se associa à promoção das unidades museológicas da cidade, oferecendo descontos no acesso a esses espaços.
«De acordo com os dados recolhidos, a visita aos museus registou um ligeiro aumento, sendo esse aumento mais significativo no caso do Museu dos Biscainhos, isto em comparação com o ano anterior», diz.
Vítor Sousa remete, a este propósito, para um “inquérito de satisfação” realizado pelos serviços da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte – “Avaliação do nível de satisfação dos turistas na região do norte de Portugal” –, em que os indicadores referentes à gastronomia (qualidade dos vinhos regionais, pratos e produtos típicos da região…) «recebem em Braga uma avaliação muito positiva».
«Neste inquérito, os aspectos relativos a Braga registaram melhores apreciações do que os relativos a outras áreas de promoção regional do Minho, sendo de destacar também a diferença positiva registada ao nível da disponibilidade de informação turística e da qualidade da rede de Internet», acrescenta.
Quanto à valoração dessa satisfação – diz Vítor Sousa – a “imagem” e as “infraestruturas de suporte ao turismo” receberam valorizações médias mais altas em Braga do que as registadas no contexto do Minho. Os “recursos turísticos” obtiveram, por seu turno, a mesma avaliação no Município de Braga e na Sub-Região do Minho (8,0 pontos).
Ainda de acordo com o inquérito em referência, a “imagem do município”, tal como a da sub-região, apresenta uma avaliação muito positiva (7,9 e 8,1 pontos). Os aspectos mais valorados são a “segurança” (8,5 pontos), “simpatia das pessoas para com os visitantes” (8,3 pontos) e a “singularidade de Braga” (8,2 pontos).
A segurança – refere – obteve ainda uma valorização média superior à do Minho em 0,5 pontos. Já a avaliação dos turistas em relação aos indicadores que compõem a dimensão dos “recursos turísticos” é semelhante em Braga e no Minho.
A “preservação do património histórico” obteve uma avaliação mais positiva em Braga (7,6 pontos) do que no Minho (7,4 pontos).
No que concerne à gastronomia regional, o inquérito da CCDR-N aponta para uma satisfação idêntica na apreciação da qualidade dos pratos típicos e da qualidade dos produtos típicos, tanto na Sub-Região (ambos com 8,5 pontos) como no Município de Braga (8,4 e 8,3, respectivamente).
Em sentido oposto, a percentagem de turistas que visitam Braga pela primeira vez é semelhante à dos que realizaram pelo menos quatro visitas nos últimos cinco anos, representando cada grupo pouco mais de um terço dos turistas.
Contrariamente à Sub-Região Minho, em que a maioria dos turistas gasta menos de 50 euros, excluídos os custos do alojamento e de viagem, em Braga existe uma distribuição mais equilibrada entre os turistas que gastam menos de 50 euros e os que despendem entre 50 e 100 euros.
«Na comparação entre “época alta” e “época baixa”, evidenciam-se algumas diferenças significativas entre os turistas, nomeadamente em relação ao perfil do visitante: na “época baixa”, a percentagem de turistas que viaja em família é superior, sendo que na “época alta” é superior a percentagem de turistas que viaja na companhia de amigos.

Fonte - CMB

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