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Moldura

65% DA POPULAÇÃO PORTUGUESA VÊ MAL

A campanha nacional de rastreios visuais “Com os Olhos não se Brinca”, promovida pela Associação Nacional dos Ópticos (ANO) no Dia Mundial da Visão – 13 de Outubro, foi um sucesso.
Cerca de 5.000 pessoas passaram pelas lojas aderentes à iniciativa, de norte a sul do país para se submeterem a um teste de despistagem visual.
65% dos rastreados apresentou uma visão deficiente.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Um dos principais objectivos desta campanha nacional passava por quantificar por amostragem a qualidade visual da população – um forte indicador do estado da saúde ocular dos Portugueses. Com o aumento da esperança média de vida, as nossas populações estão cada vez mais envelhecidas. Daí, os problemas visuais mais recorrentes, actualmente, serem as cataratas, a degenerescência macular associada à idade e o glaucoma. No entanto, há também cada vez mais estímulos visuais que “viciam” os olhos no esforço, como a televisão, os computadores, os telemóveis e a
exposição cada vez mais perigosa aos raios solares. O uso cada vez mais recorrente das novas tecnologias aumenta a incidência de defeitos refractivos e de problemas relacionados com a visão binocular. A vigilância através de consultas regulares – e de este tipo de “triagem” realizado nos rastreios – é seguramente a postura mais adequada para prevenir estas situações.
O cenário não é animador. Mais de metade da população rastreada apresentou deficiente acuidade visual.
E quem usufruiu destes testes de despistagem? Ao contrário da tendência de outras acções realizadas pela ANO, a maioria dos rastreados foram do sexo masculino (59,68%). Em relação às idades, observámos que são os mais velhos que visitaram em maior número as Ópticas Acreditadas pela ANO no Dia Mundial da Visão. Quase 29% dos sujeitos tinham mais de 66 anos. Outra faixa etária que também acorreu bastante a esta iniciativa foi a dos 50 aos 65 anos, com uma participação de 25,5%.
Outra constatação no tratamento dos dados enviados pelos Associados foi que a maioria dos rastreados já usavam compensação visual. Ou seja, quem se dirigiu a uma óptica no dia 13 de Outubro para realizar um rastreio já usava óculos ou lentes de contacto. Aliás, 50% dos rastreados que já tinham compensação visual usavam lentes unifocais. Deste dado concluímos que na maioria dos sujeitos os óculos em utilização, estão desactualizados.

Despistagem de problemas visuais

“Os rastreios visuais não são consultas. Trata-se de uma triagem que se realiza através de testes de aferição da acuidade visual. Como tal, aconselhámos os nossos Associados a seguirem o protocolo praticado pela ANO nas suas acções de rastreio, no âmbito da sua política de responsabilidade social”, afirma o presidente da ANO e Optometrista, Rui Correia. “Os rastreios visuais assumem uma importância maior quando a realidade socioeconómica actual impossibilita o acesso de muitos portugueses a uma consulta da especialidade, sendo estes uma importante triagem”, desenvolve o responsável da ANO.
Os testes realizados durante esta acção nacional foram direccionados para aferir a visão de longe e de perto: acuidade do olho direito e esquerdo e acuidade binocular.
Além da avaliação da acuidade visual, a ANO aconselhou os seus Associados a realizarem opcionalmente os testes duocromático, estereoscópico, visão de cores e medição de pressão intra-ocular.
O teste duocromático (verde/vermelho) avalia a tendência miópica ou hipermetrópica do rastreado, o estereoscópico permite objectivar se o paciente apresenta ou não estereopsia, ou seja, sentido da terceira dimensão (3D). Este teste é realizado com lentes polarizadas onde uma mosca, grupo de animais ou círculos são vistos estereoscopicamente, ou seja, a 3 dimensões.
O teste da visão das cores (Ishiara) permitiu detectar a tendência dos portugueses para o daltonismo. Já a medição da pressão intraocular, através de um exame com um tonómetro de sopro, é fundamental para a prevenção do glaucoma.

Unidades Móveis de Rastreio reforçam acção

Além da rede de lojas associadas, a campanha do Dia Mundial da Visão foi potenciada pela presença de seis Unidades Móveis de Rastreio (UMR) em alguns pontos do país.
Para tal, a ANO contou com a parceria de empresas associadas e fornecedoras, que disponibilizaram as UMR para a realização de rastreios.
Em Lisboa, o InstitutOptico e o grupo Conselheiros da Visão estiveram no Largo da Estefânia e no Cais do Sodré, respectivamente. No Barreiro, o grupo Superópticas marcou presença junto ao Parque Catarina Eufémia. Já no Porto, a ANO teve a colaboração do Associado Jorge Oculista e do grupo MultiOpticas.
Finalmente, em Óbidos, a acção foi promovida pela autarquia, que divulgou a iniciativa por todo o concelho.
Aliás, muitas foram as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesias que, após receberem a comunicação da ANO sobre a campanha, se prontificaram a divulgar através dos seus canais institucionais.
Todo este envolvimento reforçou o objectivo da Associação Nacional dos Ópticos em rastrear o maior número possível de pessoas e divulgar a importante missão dos cuidados primários de saúde visual.

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