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Moldura

Empréstimo benévolo do útero mais próximo de ser legalizado em Portugal

Depois de muitas hesitações, o projecto de Lei da maternidade de substituição parece finalmente ser uma realidade próxima. A legalização está condicionada a mulheres que, por limitações físicas, não possam efectivamente ter filhos.

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

Os esforços do Conselho Nacional da Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) parecem ter surtido finalmente o efeito pretendido, já que está próxima a legalização da maternidade de substituição. Depois das reivindicações da Esquerda, também a Direita se mostra agora sensível a este tema com o projecto de lei apresentado pelo PSD. O objectivo desta alteração passa por legalizar as chamadas ‘barrigas de aluguer’, até agora consideradas crime, para que os casais que não possam conceber um filho por incapacidade ou inexistência do útero da mulher consigam ser pais com a ajuda da medicina.
Para já, a proposta do PSD diz apenas respeito a estes casos, sem que tenha sido feita qualquer referência à utilização deste método noutros contextos, por exemplo, por parte de casais homossexuais. Os Socialistas vão apresentar um projecto no mesmo sentido, o que faz com que este tema reúna consenso no parlamento e consequente maioria para alteração do regime.
A Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) recebeu com muito agrado esta iniciativa que desde sempre fez parte da sua agenda, já que a aprovação de formas alternativas de reprodução tem sido uma preocupação constante nas suas intervenções, bem como nas acções desenvolvidas junto dos vários partidos políticos. Segundo Filomena Gonçalves, Vice-Presidente da Associação, "é imperativo dar uma resposta às mulheres que não têm possibilidade de concretizar uma gravidez porque nasceram sem útero, porque o perderam na sequência de uma doença oncológica ou porque lhes foi diagnosticado outro factor clinicamente impeditivo de uma gestação".
Actualmente, a Lei da Procriação Medicamente Assistida prevê que sejam "nulos os negócios jurídicos, gratuitos ou onerosos, de maternidade de substituição", motivo pelo qual a APF sugere a substituição da terminologia de ´barriga de aluguer´ ou ´maternidade de substituição´ por ´empréstimo benévolo do útero´, visto que o mesmo se realiza por motivos altruístas e não por dinheiro.
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