Novo ataque aos utilizadores de Android
Neste caso, a campanha desenhada pelos ciber-delinquentes consiste em publicar aplicações legítimas para Android em páginas online de outros para atrair os utilizadores e incentivá-los a que as instalem e as valorizem. Depois, quando tenham obtido valores positivos, manipulam-nas com o fim de instalar nos smartphones dos utilizadores serviços maliciosos juntamente com a aplicação original.
Por Jornal Rostos
Assim, um utilizador que descarregue uma aplicação original para Android através de um destes sítios obterá uma aplicação verdadeira, assim como um serviço trojanizado (normalmente designa-se de "GoogleServicesFrameworkService"), que se inicia assim que o programa começa a ser utilizador.
Identificado pela Bitdefender como Android.Trojan.FakeUpdates.A, este exemplar de malware liga-se a um servidor C&C e obtém uma lista de links para APK´s (Android Application Package, um pacote de aplicações para o sistema operativo Android) diferentes. Depois disso, descarrega cada APK e apresenta uma notificação com o texto "Para ter acesso às últimas actualizações, faça clique em Instalar" (até agora apenas em línguas asiáticas). Isto confunde o utilizador que não sabe de onde provém a mensagem.
Este trojan pede uma amplia gama de permissões enquanto se instala, com o intuito de se assegurar de que pode tomar o controlo total sobre o telefone inteligente quando seja necessário. Dependendo da APK´s que descarregue e instale, a aplicação pode requerer até 10 autorizações antes da instalação e a maioria dos utilizadores aceitá-las-á sem nenhum tipo de dúvidas, já que acreditam que o que vão instalar é uma actualização de uma das aplicações que já tinham descarregado.
"A publicação de aplicações para Android em páginas de outros não são nada de novo, contudo, o que é particularmente importante é o modus operandi dos atacantes: publicam uma aplicação totalmente fiável nos respectivos mercados, mantém-na um par de dias para obter qualificações positivas e ganhar a confiança dos utilizadores, e depois mudam a APK para um serviço trojanizado com o objectivo de cumprir com os seus fins maliciosos", explica Catalin Cosoi, Responsável de Ameaças Online do Laboratório da Bitdefender, que adiciona: "É também de grande importância que a maioria das aplicações de repacking que analisamos têm baixas taxas de detecção, o que representa um perigo real, inclusive para os utilizadores de smartphones que possuem uma solução de segurança móvel".
Android.Trojan.FakeUpdates.A apresenta uma ameaça imediata para o utilizador do smartphone, já que pode descarregar e instalar qualquer coisa, desde versões de teste que depois pedem um pagamento para se instalarem totalmente, spyware e trojans.
Para proteger a privacidade e manter o dispositivo seguro, a Bitdefender aconselha a não instalar aplicações que solicitem mais permissões do que as que normalmente são necessárias para que uma aplicação funcione. Para além do mais, a instalação de uma solução de segurança móvel ajudará a mitigar este tipo de ataques.













