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No âmbito do Dia Mundial Dos AvósEstenose Aórtica, doença cardíaca dos mais idosos subdiagnosticada em Portugal

A estenose aórtica é uma das doenças cardíacas mais comuns na terceira idade e uma das patologias mais subdiagnosticadas e subvalorizadas junto da população com mais de 75 anos. O alerta é dado pelo Grupo de Trabalho das Válvulas Aórticas Percutâneas da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (Grupo VAP-APIC) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e surge no âmbito do Dia Mundial dos Avós, que se celebra no dia 26 de Julho.

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Por Jornal Rostos

Ainda de acordo com o grupo de especialistas, este subdiagnóstico está muitas vezes relacionado com o facto dos sintomas da estenose aórtica (fadiga, dificuldade em respirar e desmaios) serem confundidos com sinais naturais do avançar da idade. É por isso importante sensibilizar as famílias, em particular os familiares mais novos, para estarem atentos à saúde dos mais idosos.

Numa altura em que os avós assumem muitas vezes um papel central na educação dos netos é essencial que a sociedade compreenda a importância de um envelhecimento saudável e que se desmistifique as principais patologias associadas a esta idade e sobretudo informe acerca dos tratamentos disponíveis que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos mais velhos.

"Até há pouco tempo, a estenose aórtica grave só podia ser tratada através de um procedimento cirúrgico de peito aberto para substituição da válvula aórtica por uma prótese cirúrgica (biológica ou mecânica). Contudo, hoje em dia, já é possível devolver qualidade de vida aos mais idosos, através da técnica de implante percutâneo da válvula aórtica, um procedimento minimamente invasivo que acelera a recuperação e que permite tratar com sucesso os doentes com estenose aórtica grave, em idade avançada, que têm alto risco para cirurgia ou inoperáveis”, explica Rui Campante Teles, cardiologista de intervenção e coordenador do Grupo VAP-APIC.

“O tratamento percutâneo é uma das mais importantes inovações da cardiologia, uma vez que não sendo necessária a abertura da caixa torácica os doentes recuperam de forma célere a sua autonomia e qualidade de vida, o que ajuda a salvaguardar o papel dos avós na estrutura familiar”, conclui o especialista.

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