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Moldura

Nos terminais fluviais de Cacilhas (Almada) e BarreiroDistribuição de comunicado onde se exige respostas rápidas do Governo
- O ESTADO DESTRUIU A DOCA DE PEDROUÇOS

Hoje, dia 20 de Agosto, passados 2 anos sem que haja qualquer decisão do Governo sobre as várias propostas avançadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul, nem qualquer medida ou iniciativa no sentido de atenuar as graves consequências da decisaõ do Estado português, que pos fim á Doca de Pedrouços com as graves consequências conhecidas para o sector da Pesca no estuário do Tejo, o Sindicato vai levar a cabo uma acção de denuncia com a distribuição de um comunicado onde se faz o ponto da situação actual e se exige respostas rápidas do Governo.

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Nos terminais fluviais de Cacilhas (Almada) e Barreiro Distribuição de comunicado onde se exige respostas rápidas do Governo - O ESTADO DESTRUIU A DOCA DE PEDROUÇOS

Por Jornal Rostos

20 AGOSTO, FAZ 2 ANOS QUE O ESTADO DESTRUIU A DOCA DE PEDROUÇOS.
2 ANOS DE PROMESSAS – ESTAMOS FARTOS!

Há 2 anos, a 20 Agosto de 2010, a Resolução do Conselho de Ministros acabou com a Doca de Pedrouços, e fez um ultimato aos Pescadores para abandonarem o local até 20 Fevereiro 2011.

O STPSul desde dai tem lutado, em dialogo e consenso, por alternativas que amenizem as drásticas consequências da decisão irresponsável e incompetente do Estado Português, num processo sem diálogo, sem alternativas e sem medir as consequências de tal decisão para a Pesca Artesanal e Local. Se é verdade que o Governo PS/Socrates fez o funeral à Doca de Pedrouços, não é menos verdade que o actual Governo PSD/CDS tem apenas prolongado o velório, sem até agora tomar qualquer decisão, senão vejamos:

- A nossa proposta de construção da Zona de Abrigo para as Embarcações de Pesca na Cova do Vapor com projecto e dotação orçamental da APL, desde Janeiro 2012 para o avanço da construção, está numa situação de impasse ao fim de 7 meses. Perguntamos qual a intervenção do Ministério no sentido de agilizar este processo urgente e necessário que poderia estar em construção desde Janeiro e que se encontra num impasse pela exigência de um estudo de impacte ambiental de duvidosa exigência?

- A nossa proposta do Porto de Pesca para a Trafaria com projecto elaborado pela APL, aguarda resposta ao oficio que enviamos á Ministra, solicitando que o Governo português o candidate aos Fundos Comunitários (cabendo apenas ao Estado português a comparticipação de 10% do valor total). Perguntamos está disposto o Governo português a candidatar o projecto da APL aos fundos comunitários? Vai o Governo dotar o próximo OE/2013 com os 10% necessários ao avanço do processo?

- A nossa proposta para a antiga Doca da CP, obteve o acordo da APL e da Câmara Muncipal do Barreiro, de se levar por diante melhoramentos no local que permitam melhores condições de trabalho aos pescadores. Perguntamos para quando a decisão governamental que se impõe quanto á cedência destes terrenos?

- A nossa proposta encontrando um local alternativo na Mutela para resolver a situação da comunidade piscatória de Cacilhas, “despejada” do local habitual das suas embarcações desde Dezembro de 2011, encontra-se num impasse devido á situação legal da posse dos terrenos entre Ministérios. Perguntamos quanto tempo vai demorar o entendimento entre o Ministério das Finanças, e o Ministério da tutela para uma decisão que permita aos Pescadores de Cacilhas voltarem a trabalhar?

Nestes 2 anos, o STPSul tem trabalhado muito, em dialogo na procura de consensos, tem construido propostas, projectos e soluções alternativas que minimizem as consequências da destruição da Doca de Pedrouços, que apenas carecem de decisões politicas urgentes deste Governo, pois cada dia que passa a situação daqueles que da Pesca única e exclusivamente vivem, agrava-se.

Os Pescadores apenas querem, produzir, contribuir com a faina para dar combate á tão falada crise económica e contribuir para diminuir o défice da balança alimentar, no que diz respeito ao pescado. Deixem-nos trabalhar.

Estão esgotados todos os passos possiveis que este Sindicato possa dar, e está-se a esgotar a paciência da classe pelas promessas que se protelam no tempo e as decisões tardarem. Passados 2 anos, na prática tudo está na mesma, sem que tenha havido nenhuma iniciativa por parte do Estado, e pior ainda, sem que nenhuma decisão tenha sido tomada, porque alternativas, soluções e propostas existem da nossa parte. o STPSul intrepetando a revolta e indignação das comunidades piscatórias da Margem Sul do Tejo, exigem do Governo respostas concretas aos problemas que temos vindo a colocar, e mais do que respostas, a actual situação, exigem decisões rápidas.

Agosto 2012
A Direcção do STPSul

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