Saltar para o conteúdo
Moldura

O índice de preços da FAO mantém-se estávelNúmeros "tranquilizadores" mas é necessário a fiscalização - DG da FAO

Ao apresentar o Índice numa conferência de imprensa na sede da FAO, em Roma, o diretor-geral José Graziano da Silva, disse que "Isto é tranquilizador, mas embora devamos permanecer vigilantes, os preços atuais não justificam falar de uma crise mundial de alimentos. No entanto, a comunidade internacional pode e deve atuar para acalmar os mercados ainda mais ", acrescentou.

O índice de preços da FAO disparou seis por cento em julho, após três meses de declínio.

5 min de leitura
O índice de preços da FAO mantém-se estável Números "tranquilizadores" mas é necessário a fiscalização - DG da FAO

Por Jornal Rostos

O novo índice mostrou que os preços internacionais dos cereais e óleos e gorduras pouco mudaram em agosto, mas os preços do açúcar caíram acentuadamente, compensando o aumento dos preços da carne e dos lácteos.

Apesar de ainda ser alto, o Índice da FAO está atualmente 25 pontos abaixo do pico de 238 pontos em fevereiro de 2011 e 18 pontos abaixo de seu nível em agosto de 2011. O índice de preços da FAO é uma medida da variação mensal dos preços internacionais de um cabaz de produtos alimentares.

O Índice de Preços da FAO para os cereais mostra uma média de 260 pontos em agosto, o mesmo que em julho, com alguns aumentos no trigo e no arroz compensados pelo ligeiro declínio no milho. Perspetivas de deterioração das culturas do milho nos Estados Unidos e do trigo na Federação Russa, sustentaram inicialmente as cotações de exportação, mas os preços diminuíram no final do mês, no seguimento de chuvas fortes nas áreas mais atingidas pela seca nos Estados Unidos e o anúncio de que a Federação Russa não iria impor restrições à exportação. Uma procura renovada na importação sustentou as cotações internacionais do arroz.

Menor equilíbrio entre a oferta e a procura

As previsões mais recentes também confirmam um agravamento significativo do equilíbrio mundial da oferta e da procura nos cereais na temporada comercial 2012/13. A Nota Informativa da FAO sobre a oferta e a procura de cereais, publicada juntamente com o índice de preços dos alimentos, diz que a produção mundial de cereais não será suficiente para cobrir totalmente as necessidades previstas para 2012/13, apontando para uma maior redução das reservas globais de cereais do que anteriormente previsto.

As últimas previsões da FAO para a produção mundial de cereais em 2012 é de 2 295 milhões de toneladas, uma queda de 52 milhões de toneladas, ou 2,2 por cento, relativamente ao record registado em 2011. Esta previsão é um pouco de 4 por cento abaixo da estimativa do relatório anterior da FAO, em julho, refletindo em grande parte o agravamento das perspetivas de produção de milho nos Estados Unidos por causa da seca generalizada e grave.

A utilização mundial de cereais em 2012/13 está estimada em 2 317 milhões de toneladas, ligeiramente inferior relativamente à época anterior e 2 por cento abaixo da tendência dos últimos 10 anos. O elevado preço dos cereais são vistos como um travão para a procura, especialmente para a produção de etanol combustível a partir do milho.

Cereais secundários

A produção mundial de cereais secundários - milho, cevada, sorgo, milho, centeio e aveia – está estimada em 1 148 milhões de toneladas, uma diminuição de 17 milhões de toneladas, ou 1,5 por cento, em 2011esta diminuição reflete principalmente uma menor colheita de milho, que deverá cair para 864 milhões de toneladas em 2012, 20 milhões de toneladas menos que em 2011.

A previsão da FAO para a produção mundial de trigo também foi revista em baixa relativamente a julho. A produção mundial de trigo está prevista para atingir 663 milhões de toneladas em 2012, diminuindo em 15 milhões de toneladas, ou 2 por cento, em relação à previsão anterior. A produção de trigo na Federação Russa, prevê um declínio de 29 por cento para 40 milhões de toneladas em comparação com 2011, enquanto a produção também tende a cair drasticamente no Cazaquistão e na Ucrânia, em 47 por cento e 37 por cento respetivamente. Ao contrário, nos Estados Unidos prevê-se um aumento na produção de trigo é de 13,5 por cento relativamente à média de 61,7 milhões de toneladas, enquanto também são esperados recordes nas colheitas na Índia e na China.

Outros produtos alimentares

Em relação aos preços de outros produtos alimentares, o Índice de Preços da FAO para os óleos e as gorduras obteve uma média de 226 pontos em agosto, inalterada face a Julho. O aumento nos preços do óleo de soja e o fortalecimento das cotações dos óleos de girassol e de colza foram compensados ??por debilidade persistente nas cotizações do óleo de palma.

O Índice de Preços da FAO para a Carne foi de 170 pontos em agosto, 4 pontos, ou 2,2 por cento, mais alto relativamente a julho. Todos os preços da carne subiram, mas a maior parte deste incremento veio dos sectores suíno e avícola que realizam um consumo intensivo de cereais. O aumento dos preços em agosto segue-se a três meses consecutivos de declínio.

O Índice de Preços da FAO para os produtos lácteos foi em média de 176 pontos em agosto, 3 pontos, ou 1,6 por cento, relativamente a Julho, sustentados por aumentos nos preços de leite em pó desnatado, da caseína, da manteiga e do leite em pó inteiro , enquanto os preços do queijo permaneceram estáveis. Grande parte da fortaleza recente decorre de uma procura firme, combinada com restrições de produção em áreas afetadas pela seca e custos crescentes das rações.

O Índice de Preços da FAO para o açúcar foi em média de 297 pontos em agosto, uma queda de 27,7 pontos, ou 8,5 por cento, relativamente a Julho, e 97 pontos, ou 25 por cento, relativamente a agosto do ano passado. A queda acentuada deste mês nos preços do açúcar reflete as perspetivas de aumento de produção e de condições meteorológicas mais favoráveis ??no Brasil, maior exportador mundial de açúcar, que favorecerão a colheita da cana do açucar, e a recuperação das chuvas das monções na Índia.

Fonte - FAO

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção