MUNICÍPIO DO BARREIRO ACOLHEUIII Encontro de Culturas “Cores, Sons, Sabores e Saberes”

Por Jornal Rostos
Esta ‘verdadeira’ festa da multiculturalidade foi promovida pela Câmara Municipal do Barreiro (CMB), com a colaboração da Cooperativa RUMO, e das Associações de imigrantes representadas no Concelho, a saber: Associação Angolana, Associação Africana do Barreiro, Associação dos Filhos e Amigos de Bachil, Associação dos Filhos e Amigos da Ilha das Galinhas.
Durante a Conferencia/Debate subordinada à temática “Problemática dos Imigrantes no Concelho do Barreiro”, Regina Janeiro, Vereadora responsável pela área da Intervenção Social e Educação da CMB referiu que Portugal é, desde há muitos séculos, um País de imigrantes. “Infelizmente assistimos à segunda vaga de imigração fruto da situação económica e social difícil que vivemos. Desta vez são imigrantes mais qualificados, grande parte deles com formação académica superior”, disse.
Refira-se que ‘aceitaram o desafio’ de participar neste encontro a ministra conselheira da Embaixada de Angola, Isabel Godinho, a coordenadora da Rede CLAI do Alto Comissariado para a Integração e Diálogo Intercultural, Josefina Porto, a coordenadora do Gabinete do Cidadão do ACES e vogal do Concelho Clínico, Paula Moura, a Conselheira de Orientação Profissional do Centro de Emprego do Barreiro, Margarida Oliveira, o Chefe Cameira da Polícia de Segurança Pública do Barreiro e representantes das associações de imigrantes no Concelho.
De acordo com Regina Janeiro, o Barreiro acolhe, já, cerca 10 por cento de imigrantes “o que já é um número muito significativo”. Oriundos de Cabo Verde, Brasil, Angola, Guiné, São Tomé, Moldávia e Roménia, os imigrantes têm filhos nas escolas do Concelho, num número que ronda os 621 alunos. A Vereadora referiu a presença, no Concelho, de cerca de 400 alunos angolanos vindos da Universidade de Belas para estudar em Lisboa ou em Setúbal. “Mas vivem no Barreiro”, esclareceu, fruto de um protocolo, acrescentando que é mais uma ‘prova’ da abertura que existe no concelho e da vontade de construir com os outros.
O Diálogo Cultural e o Apoio à Imigração
Ao nível da Autarquia, a Vereadora acrescentou que se tem procurado contribuir para a implementação de novas formas de intervenção. “Temos procurado promover as respostas adequadas às necessidades das comunidades que escolheram este nosso Concelho para viver”. Neste sentido falou na existência de um espaço municipal de atendimento, de informação e de encaminhamento que visa integrar e incluir as comunidades de imigrantes – o Centro de Apoio ao Imigrante, da Diversidade e do Diálogo Cultural - que funciona no Edifício Américo Marinho, Parque da Cidade, e pode ser contactado pelo telefone 21 217 09 09.
Regina Janeiro também informou que os processos de legalização e de natureza cultural são acompanhados pela Câmara do Barreiro através da estreita colaboração que esta Autarquia mantém com a Embaixada dos Países Africanos de Língua Portuguesa.
Ser imigrante não é fácil
Em nome do Embaixador de Angola, Isabel Godinho saudou a iniciativa cujo tema é “bastante sugestivo” e coloca em pé de igualdade, por um lado, as instituições portuguesas que têm como propósito contribuir para o bem-estar dos imigrantes no Concelho e, por outro, as associações de imigrantes que representam um leque alargado de países. “Ser imigrante não é fácil. Sou-o em Portugal e sei bem o que é que isso significa”, revelou Isabel Godinho. A terminar disse, “incentivo-os a todos, particularmente aos meus compatriotas, a todos os africanos, a aproveitar ao máximo este encontro com as entidades que aqui estão representadas. É uma iniciativa de extrema importância”. De qualquer das formas, disse ainda, “o trabalho da Câmara do Barreiro não é, de todo, desconhecido. Temos vindo a acompanhá-lo, através, até, do Consulado Geral. E mantemo-nos disponíveis para continuar a interagir naquilo que for necessário, inclusive a servir de porta-vozes a todos os africanos junto das respetivas embaixadas representadas em Portugal”.
Fonte - CMB













