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Barreiro na vanguarda do tratamento do cancro«Ministério da Saúde qualquer dia é Ministério da Doença»

. Manuela Marques se não se sente com legitimidade – “há uma figura que é a renúncia”

. Ao nível da Saúde neste país confunde-se custos com gastos

“No Barreiro, há pessoas que discutem o preço do autocarro, como algo que lhes permite, ir ou não a uma consulta” – sublinhou Teresa Xavier, Médica do Serviço de Oncologia do Hospital do Barreiro.

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Barreiro na vanguarda do tratamento do cancro «Ministério da Saúde qualquer dia é Ministério da Doença»

Por Jornal Rostos

A Associação Clínica Frater promoveu, ontem à noite, uma sessão/debate sobre "A Saúde no Barreiro. Situação atual e perspetivas futuras".
Teresa Xavier, Médica do Hospital do Barreiro, que assistia ao debate, no decorrer da sessão, lamentou a ausência de Manuela Marques, do ACES, que justificou a ausência por se encontrar na situação «gestão corrente desde Fevereiro» e “não se sentir legitimada» » para participar num debate desta natureza.
Para Teresa Xavier, se Manuela Marques não se sente com legitimidade – “há uma figura que é a renúncia”, porque o pedido de demissão pode arrastar-se.

Ministério da Saúde qualquer dia é o Ministério da Doença

Teresa Xavier, sublinhou – “sou Social Democrata, todos sabem isso”, mas, essa sua opção ideológica e partidária, não a impediu de afirmar que no nosso país – “O Ministério da Saúde qualquer dia é o Ministério da Doença”.
Na sua intervenção expressou a sua discordância com a existência de taxas moderadoras, e lamentou que “neste país se ande a confundir custos com gastos”.
Sublinhou a necessidade de se reflectir se um doente com cancro deve existir preocupação de intervir no tratamento da doença na sua fase inicial, ou optar por intervenções na fase final.
Na sua opinião esta reflexão insere-se nessa dicotomia de se confundir ao nível da saúde “custos com gastos”.

Começa a colocar-se a situação da sobrevivêwncia

Recordou que, no Barreiro, há pessoas que discutem o preço do autocarro, como algo que lhes permite, ir ou não a uma consulta.
Teresa Xavier, sublinhou – “Como posso dizer a um doente com cancro que coma isto ou aquilo, quando a realidade é que as pessoas não têm dinheiro para comer”.
Recordou que a cidade do Barreiro de hoje, não é a cidade do Barreiro de há cinco anos atrás – “A cidade é diferente, hoje começa a colocar-se a situação da sobrevivência”.

Nunca ninguém pergunta qual o sofrimento dos médicos.

Perante os dramas pessoais dos utentes, que os médicos acompanham diariamente na sua actividade, impotentes para dar respostas, Teresa Xavier, comentou - “Nunca ninguém pergunta qual o sofrimento dos médicos. Fala-se do sofrimento dos doentes, nunca se fala do sofrimento dos Médicos”.
E mais uma vez, perante estes dramas que vive todos os dias, sublinhou que, o que coloca estas situações em aumento na vida quotidiana, é de facto o pensar-se a Saúde apenas com base nos "custos e gastos".

Barreiro na vanguarda do tratamento do cancro

Teresa Xavier, sublinhou que Leonor Beleza, da Fundação Champalimaud veio recentemente divulgar ter iniciado a abordagem em termos inovadores, ao nível da radioterapia, como vanguarda tecnológica do tratamento do cancro, e recordou – “O Barreiro já faz isso há seis meses”.

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