Meta do ODM relativo à fome ainda ao alcancePapel fundamental da governança da segurança alimentar
Por Jornal Rostos
Graziano da Silva afirmou que desde 1990 foi feito um importante progresso ao reduzir em 132 milhões o número de famintos. A percentagem de pessoas com fome também caiu no mundo em desenvolvimento de 23,2 por cento para 14,9 por cento.
No entanto, Graziano da Silva expressou preocupação por ainda cerca de 870 milhões de pessoas passarem fome e por a fome ter aumentado em África e no Médio Oriente. Indicou também que os progressos na redução da fome estão em ponto morto desde 2007.
“À medida que renovamos e expandimos o nosso compromisso de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio para a redução da fome, devemos também olhar para além dele, para a total erradicação da fome porque, quando se trata da fome, o único número aceitável é “zero”, afirmou Graziano da Silva.
O CSA é a principal plataforma inclusiva para todas as partes interessadas poderem trabalharem conjunto e recomendar políticas que promovam a segurança alimentar e nutricional para todos. O CSA, um órgão intergovernamental, está aberto à participação da sociedade civil, setor privado, organizações internacionais e regionais e instituições filantrópicas preocupadas com a segurança alimentar e nutricional. Espera-se a participação de cerca de 18 ministros na sessão deste ano.
Desafio Fome Zero
A reunião ouviu ainda outro apelo numa mensagem de vídeo do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, que afirmou na sessão de abertura “vocês estão no centro do próximo grande impulso – eliminar a fome durante as nossas vidas”.
“O nosso “Desafio Fome Zero” tem cinco objetivos:
1. Um mundo em que todas as pessoas tenham durante todo o ano acesso a alimentos nutritivos.
2. O fim da subnutrição na gravidez e primeira infância: para acabar com a tragédia da baixa estatura nas crianças.
3. A sustentabilidade de todos os sistemas alimentares – em todo o mundo.
4. Mais oportunidade para os pequenos agricultores – em especial as mulheres, que produzem a maior parte dos alimentos no mundo – para que possam duplicar a sua produtividade e rendimentos.
5. Reduzir as perdas de alimentos após a produção, pôr fim ao desperdício alimentar e consumir com responsabilidade.”
Investimento agrícola responsável
O chefe da FAO designou o recém-reformado Comité de Segurança Alimentar Mundial como “a pedra angular da nova governança global que estamos a construir juntos.” Pediu também à comunidade do CSA que trabalhe em conjunto no desenvolvimento dos princípios para o investimento agrícola responsável, que respeitam os direitos, meios de subsistência e recursos. Em maio deste ano o CSA aprovou as “Diretrizes Voluntárias em uma governação responsável da posse da terra, a pesca e as florestas no contexto da segurança alimentar nacional”, após negociações inclusivas e participativas. O Comité irá agora iniciar um processo semelhante de dois anos para chegar a acordo sobre os princípios para o investimento agrícola responsável, que vão complementar as diretrizes voluntárias.
“Chegar a acordo sobre estas complicadas questões leva tempo”, explicou o Presidente do CSA, Yaya Olaniran, “mas o resultado são políticas que se baseiam na realidade e têm o apoio de todos.”
Ertharin Counsin, Diretora-Executiva do PAM, e Kanayo F. Nwanze, Presidente do FIDA, também falaram durante a cerimónia de abertura.
Fonte - FAO













