Saltar para o conteúdo
Moldura

Projeto de 20 milhões dólares visa transferir know-how brasileiro para apoiar produtores de algodãoCooperação Sul-Sul para o desenvolvimento rural, meios de subsistência agrícola mais fortes

O Brasil e a FAO assinaram hoje um acordo de cooperação Sul-Sul no valor de 20 milhões de dólares, que visa difundir o conhecimento brasileiro sobre a cultura do algodão para outros países em desenvolvimento.

O acordo de quatro anos entre a FAO, o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), terá como objetivo apoiar os países participantes com assistência técnica e capacitação em melhores práticas no cultivo e marketing do algodão.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

As experiências, tecnologia e técnicas adquiridas através do projeto serão reunidas e divulgadas para promover uma maior transferência de conhecimentos e competências.

O projeto irá focar-se inicialmente no Haiti e na zona do Mercosul da América do Sul, com a possibilidade de ser futuramente estendido a outros países em desenvolvimento da América Latina e África.

O IBA vai contribuir com um financiamento de 10 milhões de dólares e a Agência Brasileira de Cooperação financiará os restantes 10 milhões.

Além do apoio financeiro, o Brasil possui uma considerável experiência no desenvolvimento de novas tecnologias para a cadeia de produção do algodão, inclusive através de ações conjuntas de desenvolvimento rural com outros países em desenvolvimento produtores de algodão, como por exemplo o Benin, o Burkina Faso, o Chad e o Mali.

O escritório regional da FAO para América Latina e Caraíbas contribuirá com 200 mil dólares, em apoio não financeiro, incluindo o fornecimento de informações técnicas e conhecimentos específicos, bem como a mobilização da sua rede internacional de contatos de modo a apoiar a iniciativa.

A cultura do algodão é fundamental para a economia de muitos países em desenvolvimento, em particular na África Ocidental e Central, onde aproximadamente 10 milhões de pequenos agricultores dependem deste setor como fonte principal de rendimento. Como resultado, o setor do algodão ocupa uma posição estratégica no desenvolvimento e na redução da pobreza em vários países da África, Ásia e América Latina.

A promessa de colaboração Sul-Sul

“Este acordo representa uma excelente oportunidade para demonstrar a efetividade da cooperação Sul-Sul entre países parceiros em desenvolvimento como um veículo para o crescimento económico sustentável”, afirmou o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, durante a cerimónia de assinatura do acordo realizada hoje na seda da FAO em Roma.

Esteve também acompanhado pelo Ministro das Relações Exteriores do Brasil, António de Aguiar Patriota.

Tanto os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas, como os objetivos estabelecidos em 1996 durante a Cimeira Mundial de Alimentação, apelam para uma melhor utilização das iniciativas de cooperação regional Sul-Sul que visem apoiar produtores agrícolas a obter rendimentos justos pelo seu trabalho e que promovam a conservação e uso sustentável dos recursos naturais.

Fonte - FAO

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção