Almada recebe sessões de Aconselhamento sobre Disfunção Erétil para combater a vergonha
A esmagadora maioria dos Portugueses continua a ter vergonha de discutir assuntos do foro sexual com o seu médico. Para acabar com o tabu, e sensibilizar os Portugueses para a Disfunção Erétil e problemas como as doenças cardiovasculares, a diabetes e a hipertensão, a Lilly Portugal, a Sociedade Portuguesa de Andrologia e a Associação Portuguesa de Urologia voltaram a unir esforços. Mais uma vez, e de 22 de Outubro a 14 de Dezembro, dezenas de farmácias de todo o País serão as anfitriãs de Sessões de Aconselhamento para homens e casais interessados em esclarecer as suas dúvidas.
Por Jornal Rostos
O objectivo é acabar com os tabus e alertar para os principais fatores de risco de uma doença que afeta cerca de meio milhão de homens em Portugal. Com início a 22 de Outubro, em Braga, a iniciativa continua depois para o Porto, seguida de Aveiro, Leiria, Coimbra, Lisboa, Almada e Faro.
Diariamente, e durante dois meses, equipas de profissionais de saúde compostas por psicólogos e enfermeiros vão estar presentes nas farmácias com o objectivo de informar e aconselhar homens e casais sobre Disfunção Erétil e alertar para fatores de risco como as Doenças cardiovasculares, a Diabetes e a Hipertensão.
«O sucesso deste tipo de iniciativas, em que há interação, é extremamente gratificante. Com estas sessões de aconselhamento, conseguimos chegar a mais homens e casais que precisam de um estímulo para procurar ajuda.», explica José Rocha Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.
«Acções como estas são fundamentais para incentivar o debate sobre a patologia», acrescenta Tomé Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Urologia. «A Disfunção Erétil tem tratamento. Saber que é uma situação mais comum do que se imagina e que há outros homens a sofrer do mesmo é essencial para tomar a iniciativa e procurar a resolução do problema», conclui.
A Disfunção Erétil é a disfunção sexual masculina com a maior taxa de prevalência em todo o mundo - atinge 52% por cento dos homens entre os 40 e os 70 anos. Entre casos pontuais e permanentes, com origem física ou psicológica, calcula-se que cerca de 500 mil portugueses sofram desta doença. No entanto, Portugal é o país com menor taxa de utilização de medicação para a Disfunção Erétil (DE): 95% dos homens afirmam nunca terem feito nenhum tratamento, um número muito superior aos 84% registados a nível mundial.
Acabar com a vergonha
De acordo com um estudo internacional patrocinado pela multinacional farmacêutica e pela Eli Lilly e pela SKIM Healthcare, a maioria dos Portugueses tem vergonha de discutir assuntos do foro sexual com o seu médico. Não é por isso de estranhar que a Internet seja a principal fonte de informação em caso de dúvida e que Portugal se revele, segundo o mesmo estudo, o país com menor taxa de utilização de medicação para o tratamento da Disfunção Erétil.
O estudo internacional revelou diferenças culturais bastante marcadas entre a Europa, a Ásia e a América do Norte no que toca à abordagem da saúde sexual com o médico. República Checa (19%), Reino Unido (18%), Portugal (12%) e Coreia do Sul (9%) são os países onde há menor probabilidade de abordar o profissional de saúde, contrariamente ao que acontece no México (38%), no Canadá (31%) ou nos EUA (32%).
Para os Portugueses, o médico e o terapeuta são mesmo o último recurso. A preferência vai para a Internet, com 46%, para os livros, com 28%, para as revistas (18%) e para o cônjuge (14%). Só depois vêm o médico, com 12% de procura, e o terapeuta, com apenas 2%. A faixa etária que mais utiliza a Internet é a dos 34 aos 45 anos, com um número de mulheres ligeiramente mais alto do que o dos homens no que toca à pesquisa online (47% vs. 45%).
«Acções como as Sessões de Aconselhamento sobre Disfunção Erétil procuram contrariar esta tendência. Há ainda uma grande percentagem de homens com dificuldade em assumirem e exporem o problema da Disfunção Erétil», refere Jorge Rocha Mendes. «Não devem ter vergonha. Procurem ajuda junto do médico de família ou de um urologista. Apesar do estigma e da vergonha associados, hoje sabemos que é possível tratar com êxito quase todas as situações de Disfunção Erétil. Os avanços registados nos últimos anos vieram facilitar o tratamento e, consequentemente, a vida dos homens que sofrem desta doença», acrescenta.













