Cooperativas: aliadas cruciais na luta contra a fomeOs agricultores pobres ganham acesso aos mercados e a pobreza diminui, afirma chefe da FAO
Por Jornal Rostos
Em 2012 comemora-se o Ano Internacional das Cooperativas.
“As cooperativas observam valores e princípios que são essenciais para fazer negócios de uma forma equitativa, que procura promover e beneficiar os seus membros e a comunidade a que pertencem”, explicou Graziano da Silva, na sua palestra. “Isto é especialmente relevante nas comunidades rurais pobres, onde é essencial unir forças para promover o desenvolvimento local sustentável.”
Afirmou ainda que, no caso da agricultura, o modelo de negócio cooperativo ajuda os agricultores, os pescadores e outros grupos de pequena e média escala, a agregar valor à sua produção e a obter acesso aos mercados. Através das suas cooperativas, muitos produtores agrícolas começam agora até a participar na formulação de políticas que afetam as suas vidas.
No seu discurso perante o Congresso, a Presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Pauline Green, também salientou a importância de uma maior participação das pessoas no processo de tomada de decisões.
Reduzir a pobreza para reduzir a fome
“Quer se encontrem no Reino Unido, no Brasil, no Quénia, na Tailândia ou no Nepal, as cooperativas ajudam a criar emprego, a impulsionar as economias nacionais e a reduzir a pobreza”, disse Graziano da Silva aos participantes de todo o mundo presentes no Congresso que se realiza durante uma semana. "Isso, por sua vez, ajuda a melhorar a segurança alimentar", acrescentou.
Destacou ainda que, embora o número de pessoas com fome tenha diminuído 132 milhões desde 1990, ainda é de quase 870 milhões, o que é inaceitável num mundo que produz alimentos suficientes para todos.
O Diretor-Geral da FAO afirmou que a sua organização está empenhada em promover o crescimento das cooperativas agrícolas, em particular através da nomeação de embaixadores especiais para as cooperativas para promover o seu trabalho e, também, através do desenvolvimento de abordagens, diretrizes, metodologias e ferramentas de capacitação para o desenvolvimento organizacional e apoio a políticas.
Apelou ainda aos participantes para que contribuam para o plano de ação global que irá emergir do Ano Internacional das Cooperativas, nomeadamente ajudando outras cooperativas menos avançadas nos países em desenvolvimento.
Graziano da Silva elogiou a proposta apresentada pela ACI para criar um fundo global para apoiar o desenvolvimento das cooperativas no mundo em desenvolvimento, com foco nas cooperativas agrícolas e rurais em África.
“Nós queremos que as suas cooperativas sejam tão fortes como as nossas”, afirmou o Presidente do Banco Cooperativo e da Cooperativa para o Desenvolvimento Global, Paul Flowers, que apresentou a proposta ao Congresso.
Fonte - FAO













