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Associação pretende enraizar o conceito de segurança elétrica em PortugalEstudo da CERTIEL deteta cerca de meio milhar de acidentes com suspeita de origem elétrica em 2012

A CERTIEL – Associação Certificadora de Instalações Eléctricas detetou no ano de 2012 quase meio milhar de acidentes potencialmente elétricos: 138 registos de acidentes com origem comprovadamente elétrica, e 335 incêndios em edifícios cuja origem não foi divulgada mas que se suspeita ser elétrica, o que totaliza 473 registos. Dos acidentes com origem elétrica, 95% foram causadores de incêndio ou levaram à chamada dos bombeiros. Cerca de 60%, tanto dos acidentes elétricos como dos incêndios com origem desconhecida, ocorrem em habitação, registando-se 203 feridos – uma média de 17 feridos por mês –, 328 desalojados, e há ainda a lamentar a morte de 47 pessoas.

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Por Jornal Rostos

Em apenas 21 concelhos registam-se cerca de metade de todas as ocorrências registadas. Os concelhos de Lisboa, Guimarães, Porto e Setúbal são os que mais acidentes registam, tanto de acidentes com origem elétrica como de incêndios com origem desconhecida em edificado. Contabilizando as ocorrências totais, março foi o mês com maior número de acidentes, seguindo-se fevereiro, janeiro e junho com o mesmo número – o que já se havia, aliás, verificado em 2011, com um pico de registos em junho – e dezembro. Tendo em conta apenas os registos de acidentes com causa elétrica, o curto-circuito foi a origem mais comum (96), seguindo-se a sobrecarga da instalação elétrica (20), a utilização incorreta (17) e o contacto direto/falha de isolamento (cinco).
Dos 437 incêndios registados (123 com causas elétricas e 314 com causas desconhecidas), 55% destruíram total ou parcialmente habitações, e 33% destruíram total ou parcialmente estabelecimentos recebendo público e estabelecimentos de saúde, educação, indústria e agricultura. Pelos dados recolhidos, constata-se que a incidência dos acidentes – tanto elétricos como incêndios com origem desconhecida – é maior nos meses do ano de maior frio, o que, na opinião de Pedro Caroço, diretor técnico da CERTIEL, «poderá estar relacionado com a utilização de equipamentos caloríferos, sendo estes os responsáveis pelo acréscimo do consumo de energia elétrica nas habitações, com reflexo na carga aplicada às canalizações elétricas».
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