Seixal recebe ciclo da Festa do Cinema FrancêsCiclo engloba 6 filmes com histórias baseadas em livros ou obras cinematográficas

Por Jornal Rostos
O evento, promovido pelo Institut Français du Portugal, pretende mostrar os clássicos e produções recentes do cinema francês, apoiar os distribuidores portugueses na promoção destas obras e, ao mesmo tempo, fortalecer a relação entre os dois países.
A Festa do Cinema Francês passa por 7 cidades, 12 salas de cinema, e divide-se em 6 secções, 46 filmes, dos quais 19 são exibidos em antestreia, e 120 projeções.
A madrinha desta edição é a atriz, argumentista, realizadora e cantora Agnés Jaoui, uma das grandes personalidades do cinema francês, que irá estar presente em Lisboa para a mostra e dará a conhecer a sua faceta de cantora num concerto na discoteca Lux em Lisboa, a 17 de outubro.
Outro nome forte desta edição é o do documentarista francês Claude Lanzmann, que virá a Lisboa apresentar o seu recente documentário, O Último dos Injustos, sobre o Holocausto e sobre Benjamin Murmelstein, um judeu que terá colaborado com os nazis num dos campos de concentração. Será ainda dedicado ao documentarista uma retrospetiva da sua carreira, com a projeção de alguns filmes seus.
A Festa do Cinema Francês acolherá ainda a exibição de uma cópia restaurada de Hiroshima Meu Amor (1959), de Alain Resnais, e um encontro com Caroline Champetier, atriz, realizadora e diretora de fotografia que trabalhou com realizadores como Godard, Claude Lanzmann e Jacques Rivette.
Graças à secção especial Paris no Cinema, será possível ver alguns dos maiores clássicos do cinema francês. O festival dedica ainda um espaço ao universo da animação.
O programa paralelo inclui o Ciclo Cinema e Literatura, que vai passar pela Reitoria da Universidade de Lisboa e pelos concelhos de Setúbal e Seixal.
Programa
12 de outubro, sábado, 21.30 horas
A Tout de Suite
De Benoit Jacquot, França, 2004, 95 min
Paris, meados dos anos 70. Quando Lili desliga o telefone, depois de ouvir o namorado dizer «Vamos já para aí», ela intui o que nunca soube: o homem que ama acaba de assaltar um banco. De um momento para o outro, ela troca o conforto do apartamento do pai por uma fuga por Espanha, Marrocos, Grécia…
Nous, Princesses de Clèves
De Régis Sauder, 2011, França, 69 min
Os alunos do Lycée Diderot, em Marselha, 2009, entram no universo de «A Princesa de Clèves», cuja ação se desenrola em 1558, na corte do rei Henrique II, para falar deles próprios. Aos 17 anos, amamos intensamente, dissimulamos, confessamos. É a idade das primeiras escolhas e sacrifícios.
15 de outubro, terça-feira, 15 e 21.30 horas
L’année Dernière à Marienbad
De Alain Resnais, 1961, França, 94 min
Uma reflexão sobre o tempo e o espaço que recusa todos os códigos clássicos da dramaturgia e que marca um dos momentos em que o cinema mais se aproximou da pura abstração.
16 de outubro, quarta-feira, 15 e 21.30 horas
Beau Travail
De Claire Denis, 1999, França, 90 min
A partir de textos de Herman Melville, o filme é um passeio coreográfico pela Legião Francesa, através da memória do sargento Galoup. As imagens mostram a sensualidade dos corpos, filmados como que se dançassem.
19 de outubro, sábado, 15 horas
Peau d’âne
De Jacques Demy, 1970, França, 100 min
Conto de fadas musical moderno, dirigido por Jacques Demy, baseado em conto homónimo de Charles Perrault, que dispõe, utiliza e brinca com os elementos específicos do conto de fadas, a partir de um ponto de vista claramente moderno.
21.30 horas
La Cérémonie
De Claude Chabrol, 1995, França, 112 min
Uma família contrata uma nova criada, Sophie, que esconde ser analfabeta. Entre dedicação, segredos contados e relações tensas, a história avança para a tragédia. Baseado num livro de Ruth Rendell.













