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Em assinatura de Protocolo pela ELI BarreiroNÓS reforça resposta ao nível da Intervenção Precoce na Infância

A NÓS – Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente viu recentemente for-malizada a atividade que presta no campo da Intervenção Precoce (IP) na Infância, uma formalidade que se traduz, de igual modo, num aumento da capacidade de resposta em número de crianças a apoiar pela Equipa Local de Intervenção Precoce do Barreiro (ELI Barreiro), de 80 para 100 utentes.

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Em assinatura de Protocolo pela ELI Barreiro NÓS reforça resposta ao nível da Intervenção Precoce na Infância

Por Jornal Rostos

Para a Direção da NÓS, este é “um passo bastante positivo” na vida da Associação, bem como de reforço da sua responsabilidade no âmbito do apoio ao desenvolvimento das crianças com risco de alterações ou alterações nas funções e estruturas do corpo ou risco grave de atraso de desenvolvimento, bem como no apoio às suas famílias, nomeadamente pelo acesso a serviços e recursos dos sistemas da segurança social, da saúde e da educação, com envolvimento da comunidade.

A constituição e o funcionamento das Equipas de Intervenção Precoce de Montijo/Alcochete, de Barreiro, Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, da Moita e de Sesimbra ficaram formalizados por intermédio da assinatura dos respetivos protocolos entre a CERCIMA, a NÓS, a CERCIMB e a CERCIZIMBRA com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS LVT), o Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal e a Subcomissão Regional de Lisboa e Vale do Tejo do Serviço Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI). O momento decorreu no contexto do II Encontro de Intervenção Precoce de Lisboa e Vale do Tejo, no passado dia 4 de Dezembro.
No Fórum Cultural de Alcochete, o presidente de Direção da NÓS, Mário Durval, procedeu ao ato através do qual ficou patenteado, nos termos do protocolo, a confiança que o SNIPI e os serviços públicos que intervêm ao nível da IP na Infância têm nas três ELI’s presentes. Quem o afirma e contextualiza é o diretor técnico da NÓS, Humberto Candeias, para quem a responsabilidade da Associação fica agora acrescida.
“Com este aumento da capacidade de resposta social em número de crianças e famílias a apoiar, com o concomitante aumento de recursos para o poder fazer e a correção de algumas assimetrias que existiam na alocação de alguns recursos públicos – nomeadamente da parte do Ministério da Educação –, ficamos numa situação de maior responsabilidade mas, simulta-neamente, com mais instrumentos para poder melhorar a qualidade da intervenção e, nesse sentido, trata-se de um momento positivo na vida da comunidade local e da Nós”, argumenta Humberto Candeias.
O responsável da NÓS recorda ainda que o protocolo agora assinado representa a formaliza-ção de uma atividade já existente, numa parceria entre a NÓS e vários serviços públicos do campo da educação, da saúde e da ação social. “Nesse sentido, podemos dizer que foi feita uma consolidação da NÓS à rede estabelecida no concelho do Barreiro e nas freguesias da Baixa da Banheira e do Vale da Amoreira, do concelho da Moita, tal como aconteceu no âmbi-to das outras ELI’s”, refere o diretor técnico.
O novo modelo de IP na Infância criado através da última legislação representa, aliás, na visão de Humberto Candeias, “um salto qualitativo” em relação à resposta a prestar. O responsável aponta para a existência de um “compromisso alargado”, na medida em que se “envolve e requer a participação dos serviços públicos em conjunto com outros intervenientes, nomea-damente as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e as Cooperativas que trabalham ou trabalhavam nesta área”.

Um trabalho assente nas preocupações das famílias
Alexandra Lobo, coordenadora da ELI Barreiro, acrescenta que nesta equipa – alargada para cerca de 10 elementos representativos do Ministério da Educação e da Ciência, do Ministério da Saúde e do Ministério da Solidariedade e Segurança Social – o trabalho é organizado “com base nas preocupações das famílias e junto dos atores mais próximos das crianças, nomeada-mente professores e educadores, enquanto elementos com maior impacto no seu desenvol-vimento”. “O objetivo passa por contribuir para que todos tenham mais ferramentas para lidar com as dificuldades de desenvolvimento que as crianças têm”, considera a responsável da ELI Barreiro.
Refira-se que a IP na Infância é uma medida de apoio integrado que visa desenvolver ações específicas de natureza preventiva e habilitativa no âmbito da educação, da saúde e da ação social a crianças dos 0 aos 6 anos, com deficiência, atraso de desenvolvimento ou em risco grave de desenvolvimento e suas famílias. Este apoio deve ser prestado nos contextos naturais de vida das crianças e envolver ativamente os principais prestadores de cuidados, como potenciadores das suas capacidades desenvolvimentais, de forma a promover uma plena inclusão social.

Fonte - Nós

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